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Mulher trans foi morta no DF por rapaz acolhido pela vítima em casa

Valeska Barboza, 36 anos, foi assassinada em abril deste ano por Wiris Barbosa da Silva. PCDF prendeu o suspeito em Rio Claro (SP)


Imagem cedida ao Metrópoles

O suspeito preso nesta quarta-feira (13/5) pela morte de Valeska Barboza, 36 anos, é Wiris Barbosa da Silva (foto em destaque). A mulher trans foi brutalmente assassinada pelo homem dentro do próprio apartamento, em 25 de abril deste ano, em Santa Maria (DF).

Após diligências, a 33ª Delegacia de Polícia, por meio da SICVIO (Seção de Investigação de Crimes Violentos), conseguiu localizar Wiris e prendê-lo em Rio Claro, no interior de São Paulo. A operação contou com o apoio da Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP).

Valeska era considerada desaparecida desde 22 de abril. Os policiais militares foram acionados após uma amiga relatar o sumiço e perceber um forte odor vindo do imóvel onde ela morava, que estava fechado.

O quarto onde a vítima foi encontrada estava com uma grande quantidade de sangue espalhado. Valeska foi atingida com um objeto perfurocorante.

De acordo com informações repassadas pela família de Valeska, a vítima havia acolhido em sua casa um homem vindo de São Paulo, posteriormente identificado como sendo Wiris, a quem tentava ajudar a recomeçar a vida.

“Ela colocou ele dentro de casa, ajudou a mandar currículo, tentou conseguir um emprego. Mas, do meio para o fim, ele já não queria mais ajuda”, contou Sandra Amâncio, irmã da vítima, em entrevista ao Metrópoles em abril deste ano.

Diante da situação, Valeska teria pedido para que o homem deixasse o imóvel, o que, para a família, pode ter motivado o crime. Wiris estava morando no local desde janeiro deste ano.

A irmã afirma que uma vizinha testemunhou uma discussão entre os dois em 21 de abril, último dia em que a vítima foi vista com vida.

“Uma vizinha escutou eles discutindo, minha irmã pedindo para ele ir embora. Para a gente, foi algo premeditado”, disse. A família também relatou que, após o desaparecimento, o suspeito teria continuado a responder mensagens no celular da vítima até o dia 24 de abril.


“Todo mundo começou a achar estranho, porque ela nunca sumia. Um amigo começou a procurar, ninguém sabia onde ela estava. Foi quando a polícia entrou na casa”, relatou.

De acordo com Sandra, objetos pessoais, como notebook, documentos, celular e televisão de Valeska, teriam sido levados da residência.

A vítima, descrita pela família como uma pessoa “guerreira, alegre e muito comunicativa”, trabalhava como cuidadora de idosos e cursava enfermagem. “Ela era muito batalhadora, estava perto de conseguir comprar a casa dela”, afirmou a irmã.

A história de vida da cuidadora também foi marcada por superações. Segundo a irmã, ainda recém-nascida, a vítima foi resgatada e adotada pela família dela. “Ela sempre foi uma pessoa forte, que lutou muito para chegar onde chegou”, disse.

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