À coluna, deputado diz que acusação era “narrativa” após TCU arquivar ação sobre voos em jatinho na campanha
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu após o Tribunal de Contas da União (TCU) arquivar a representação que pedia investigação sobre a origem dos recursos que custearam viagens aéreas em jatinho do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
À coluna, Nikolas disse que o arquivamento, por decisão do ministro Antonio Anastasia, é “mais uma narrativa que caiu por terra”.
“Vão ter que inventar mais uma para me derrubar. Fico em paz demais. Não tenho nada. Tenho nada de errado”, afirmou.
O caso chegou ao TCU após o Ministério Público de Contas apresentar ação questionando a origem dos recursos dos deslocamentos de Nikolas no jatinho durante a campanha eleitoral de 2022.
Apesar disso, Anastasia, relator do processo, entendeu que a análise cabe ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e não ao tribunal de contas.
Com isso, o TCU decidiu não analisar o mérito da representação e arquivou o processo. Em acórdão, o tribunal entendeu que os fatos narrados se enquadram como financiamento de campanha eleitoral e, por isso, não cabe à Corte analisá-los.
“Considerando que os fatos narrados na representação se relacionam ao financiamento de campanha eleitoral e à forma de custeio de despesas realizadas nesse contexto, cuja apuração técnico-contábil e julgamento da regularidade das contas constituem atribuição própria da Justiça Eleitoral”, cita o documento.
A representação foi apresentada após matéria revelada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, segundo a qual o parlamentar viajou no jatinho de Vorcaro para fazer campanha em nove estados e no Distrito Federal.
Jatinho
O jatinho está em nome do grupo Prime You. A empresa também é dona de outras aeronaves de Vorcaro e de outros bens do banqueiro, entre eles uma mansão em Brasília.
Em outubro de 2022, durante as viagens de Nikolas no jatinho, Vorcaro ainda era sócio da empresa com Maurício Quadrado. A sociedade foi desfeita em setembro de 2025, dois meses antes da liquidação do Banco Master.
