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Prefeitura de Novo Gama intensifica negociações com professores para encerrar estado de greve

Negociações avançam com proposta de reajuste escalonado, enquanto município busca acordo para normalizar aulas e atender demandas da categoria

Foto: Reprodução

“Dica importante: quem puder alfabetizar seus filhos em casa, boa coisa faz, porque pelo jeito não vão resolver tão cedo. Por fim, não teremos férias, cronograma será super corrido e por aí vai” - Fala de um internauta nas redes sociais

Por Celso Alonso

A Prefeitura de Novo Gama segue empenhada em pôr fim ao estado de greve na rede municipal de ensino e mantém diálogo contínuo com o sindicato que representa os professores. Em mais uma rodada de negociações realizada nesta segunda-feira (4), representantes do Executivo e da categoria discutiram propostas e avançaram em possíveis soluções para restabelecer a normalidade das aulas.

De acordo com a administração municipal, o encontro ocorreu no gabinete da prefeitura e contou com a presença de secretários e da diretoria do sindicato. Após uma longa discussão, os professores apresentaram uma proposta, que foi analisada pelo município. Em resposta, a gestão elaborou uma contraproposta prevendo reajustes salariais escalonados, construída em conjunto com o presidente da entidade sindical, na tentativa de avançar no entendimento entre as partes.

Veja:

Vídeo: Reprodução

Pela proposta apresentada pela Prefeitura, está previsto um acréscimo de 2,6% em novembro e mais 4,21% em dezembro, totalizando 14,21% de reajuste até o fim do ano. O percentual, segundo a gestão, representa um esforço para atender às demandas da categoria sem comprometer o equilíbrio financeiro do município.

O sindicato destacou a relevância da proposta e informou que convocaria assembleia para deliberação. No entanto, em reunião realizada nesta terça-feira (5), os professores decidiram rejeitar os termos apresentados pelo Executivo, após avaliação de que a contraproposta não atende plenamente às principais reivindicações da categoria.

Reunião da Prefeitura com o Sindicado dos Professores - Foto: Reprodução

Segundo os docentes, a decisão foi tomada após amplo debate interno e também levou em consideração a divulgação antecipada de um vídeo por parte do prefeito, no qual sinalizava que as negociações estariam próximas de um desfecho positivo. Para a categoria, a manifestação foi considerada precipitada, já que a proposta ainda não havia sido oficialmente votada em assembleia.

Durante o encontro, os profissionais da educação demonstraram insatisfação com a condução das tratativas e reforçaram a necessidade de avanços mais consistentes. Entre os principais pontos defendidos estão a implementação de auxílio-transporte, auxílio-alimentação e o cumprimento do piso salarial nacional do magistério.

A categoria sustenta ainda que os valores apresentados permanecem abaixo do piso, mesmo diante da avaliação de que o município possui recursos disponíveis. Com a rejeição da proposta, os professores decidiram manter o estado de mobilização e aguardam uma nova rodada de negociações.

A paralisação também tem provocado forte repercussão entre os moradores de Novo Gama, que utilizam as redes sociais para expressar opiniões divergentes sobre o impasse. Parte da população cobra medidas mais firmes para garantir o retorno imediato das aulas, enquanto outros demonstram apoio às reivindicações dos professores e pedem maior sensibilidade por parte da gestão municipal.

Entre os comentários, há quem defenda a judicialização do caso. “Se sou o prefeito, encaminhava para o Fórum, para a Justiça decidir e aplicar multa diária. Prejudicando as crianças, 7 mil alunos sem aula”, escreveu um internauta. Outros sugerem soluções emergenciais, como a contratação de novos profissionais: “Contrata novos profissionais da Educação, porque não tem como as crianças ficarem sem aula há mais de um mês, isso é uma verdadeira vergonha”.

Por outro lado, também há manifestações que pedem equilíbrio e entendimento entre as partes. “Muito triste os professores não entrarem num acordo, estão passando só neles infelizmente”, comentou um morador. Outro reforçou o apelo por diálogo: “Carlinhos do Mangão e professores, entrem em um acordo aí. São as nossas crianças que estão sendo prejudicadas”.

A preocupação com os impactos no calendário escolar também aparece entre os relatos. “Dica importante: quem puder alfabetizar seus filhos em casa, boa coisa faz, porque pelo jeito não vão resolver tão cedo. Por fim, não teremos férias, cronograma será super corrido e por aí vai”, escreveu outro usuário.

Em contrapartida, há quem manifeste apoio aos professores e critique a postura da administração municipal. “O prefeito não cumpre o mínimo, que é o pagamento do piso salarial. Ainda quer parcelar esse direito até dezembro, o que é inaceitável. Seguimos sem auxílio alimentação e transporte. Não é falta de vontade de trabalhar, é falta de respeito com a educação!”, destacou uma publicação.

Diante do impasse, a Prefeitura de Novo Gama reforça que não tem medido esforços para construir uma solução responsável e viável, mantendo o diálogo aberto e apresentando propostas concretas à categoria. A gestão municipal sustenta que o objetivo central é garantir o equilíbrio entre a valorização dos profissionais da educação e a retomada imediata das aulas, evitando prejuízos prolongados aos estudantes.

“Não temos medido esforços para construir uma solução responsável e viável. Seguimos com o diálogo aberto, apresentando propostas concretas e buscando o equilíbrio entre a valorização dos nossos professores e a retomada das aulas, evitando prejuízos aos estudantes”, afirmou o prefeito Carlinhos do Mangão.

“Estamos confiantes de que, com responsabilidade fiscal, sensibilidade e compromisso com a população, vamos superar esse impasse. Nosso foco é garantir a normalidade no ensino municipal e assegurar o direito à educação de milhares de alunos e a tranquilidade das famílias de Novo Gama”, completou.

Com negociações em curso e novas rodadas previstas, o Executivo demonstra disposição em avançar nas tratativas até que se alcance um consenso. A expectativa é de que, com responsabilidade fiscal, sensibilidade e compromisso público, seja possível superar o impasse e restabelecer a normalidade no ensino municipal, atendendo às famílias e assegurando o direito à educação de milhares de alunos.

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