Pai será ouvido na manhã desta terça-feira (9). A suspeita inicial é que Arthur de Mello da Silva, de 11 anos, tenha comido um bolo envenenado, possivelmente com chumbinho. Polícia aguarda laudos médicos e toxicológicos e periciais.
Por Henrique Coelho,
A Polícia Civil do Rio de Janeiro começou a ouvir testemunhas e familiares sobre a suspeita de envenenamento de um menino de 11 anos na Baixada Fluminense.
O pai da criança, Ademir de Mello, prestou depoimento nesta terça-feira. O filho Arthur segue internado em estado grave em Nova Iguaçu após comer um bolo suspeito.
A polícia aguarda laudos toxicológicos para esclarecer o caso. O pai declarou: "tudo e todos são suspeitos, inclusive eu como pai", cobrando uma apuração rigorosa.
A Polícia Civil começou a ouvir, nesta terça-feira (9), testemunhas e familiares no inquérito que apura a suspeita de envenenamento de um menino de 11 anos na Baixada Fluminense.
Segundo parentes, o menino passou mal após comer um bolo que estaria contaminado. O pai da criança, Ademir de Mello, foi intimado e prestou depoimento na manhã desta terça na 64ª DP (São João de Meriti).
A ocorrência foi registrada pelo pai da criança, que suspeita que o filho tenha ingerido chumbinho, substância comercializada ilegalmente como raticida.
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Cartaz da família pedindo justiça para o caso de Arthur — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
Ademir de Mello compareceu à delegacia pouco antes das 11h e disse estar apreensivo com a demora no andamento das investigações.
"Peço a Deus a melhoria do meu filho. Até agora, ninguém foi ouvido, só hoje (segunda-feira) que entraram em contato comigo", afirmou o pai do menino.
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, Arthur está internado em estado grave no Hospital Estadual Ricardo Cruz, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
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Ademir de Mello, pai do menino de 11 anos internado por suspeita de envenenamento, chega na 64ªDP para prestar depoimento — Foto: Henrique Coelho / g1
Segundo Ademir, o estado de saúde do menino ainda inspira cuidados, embora tenha havido uma redução no inchaço cerebral. O pai também cobrou uma apuração rigorosa do caso e ressaltou que não pretende apontar culpados antes da conclusão das investigações.
“Deixar claro também, eu não estou acusando ninguém, mas quero deixar registrado: tudo e todos são suspeitos, inclusive eu como pai.”
A mãe de Arthur, Lidiane da Silva, esteve com o filho no hospital desde terça-feira passada (2). "A cura do meu filho é a justiça", disse a mãe.
O que diz a polícia
Em nota, a Polícia Civil informou que aguarda a conclusão dos laudos médicos, toxicológicos e periciais para esclarecer as circunstâncias do caso.
Segundo a corporação, nenhuma linha de investigação foi descartada até o momento. Testemunhas serão ouvidas pela delegacia.
