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GDF descredencia PicPay e suspende descontos em folha de servidores

Medida foi adotada após investigação do MPDFT sobre supostas irregularidades em operações de antecipação salarial com desconto em folha de pagamento.

Foto: Reprodução


Por Celso Alonso | BRASÍLIA | 14/07/2026

O Governo do Distrito Federal (GDF) descredenciou o PicPay para operações de antecipação salarial com desconto em folha de pagamento dos servidores públicos distritais. A decisão foi publicada pela Casa Civil em 2 de julho e ocorre após o início das investigações da Operação Juros Zero, deflagrada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que apura supostas irregularidades na oferta desse tipo de crédito.

Antes do descredenciamento, a Secretaria de Economia do Distrito Federal já havia encerrado, em 24 de junho, o Termo de Compromisso que autorizava a empresa a realizar descontos diretamente nos contracheques dos servidores.

De acordo com relatório do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), o PicPay efetuou descontos que somam R$ 81,7 milhões nas folhas de pagamento de servidores entre 2024 e 2025. Em fevereiro deste ano, o tribunal já havia determinado a suspensão de novos descontos após identificar indícios de irregularidades na cobrança de taxas relacionadas às operações.

A investigação conduzida pelo MPDFT busca esclarecer possíveis irregularidades na oferta de empréstimos e antecipações salariais consignadas, modalidade em que os valores são descontados diretamente da remuneração dos servidores públicos.

Com o descredenciamento, o PicPay fica impedido de oferecer novas operações de antecipação salarial vinculadas à folha de pagamento dos servidores do Distrito Federal.

Em nota, a empresa informou que não reconhece a existência de irregularidades e afirmou que seus produtos financeiros são oferecidos em conformidade com a legislação e as normas aplicáveis. O PicPay também declarou que acompanha o andamento das investigações e está à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários.

O caso segue sob apuração do Ministério Público e dos órgãos de controle, que deverão avaliar a regularidade das operações realizadas e eventuais responsabilidades decorrentes das investigações.

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