Durval indicou cargos para gestão de Rosso, diz colaborador do caso Pandora

Novo colaborador do Ministério Público Federal aponta que pessoas ligadas ao ex-secretário ganharam cargos na gestão de Rogério Rosso. Deputado federal diz que afirmações são mentirosas

Matheus Teixeira , Helena Mader


Além de revelar a existência de vídeos inéditos de Durval Barbosa, o novo colaborador das investigações da Operação Caixa de Pandora, Luiz Paulo Costa Sampaio, denunciou a suposta ingerência do delator no governo, mesmo após a deflagração do escândalo. Em depoimento ao Ministério Público Federal, este mês, ele afirmou que Durval teria indicado dezenas de pessoas para cargos na gestão de Rogério Rosso à frente do Palácio do Buriti, em 2010. O atual deputado federal e líder do PSD na Câmara dos Deputados desmente as declarações de Luiz Paulo Costa Sampaio— que é alvo de oito processos criminais e de improbidade administrativa por conta de envolvimento na Pandora e busca escapar das condenações.

Sampaio procurou o Ministério Público Federal no mês passado para fazer revelações e pleitear uma delação premiada. A intenção era buscar benefícios, como a redução de pena e até um perdão judicial. A Justiça já recebeu duas ações de improbidade apresentadas pelo MP contra Sampaio. Mas o MPF só vai aceitar o pedido do engenheiro se ele confessar envolvimento em todos os crimes e trouxer informações comprovadas importantes para o caso.

No depoimento prestado ao procurador-regional da República Ronaldo Albo, o colaborador afirmou que pessoas ligadas a Durval Barbosa ganharam cargos no governo de Rosso. Ele citou casos como o de Emerson Ferreira Aguiar, nomeado como assessor da Secretaria de Governo em 28 de abril de 2010, 10 dias após a eleição indireta de Rosso. Mencionou ainda a nomeação de Anderson Alves Ribeiro para o mesmo cargo, na mesma data. O terceiro nome mencionado por Sampaio foi o de Francinei Arruda Bezerra, que ganhou um cargo na Agência de Tecnologia do Governo. Ele citou ainda os nomes André e Renato (sem falar em sobrenomes), que seriam parentes de Durval, nomeados em 2010 para o Executivo.



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Fonte - Correio Braziliense

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