PM mata mulher a socos e dorme ao lado do corpo no DF, diz polícia

Vítima já havia denunciado marido nove vezes por agressões desde 2005. Casal brigou após voltar de bar; homem não sabia que ela havia morrido.


O policial militar reformado Giovanni Brasil, preso suspeito de matar a mulher em Brasília (Foto: TV Globo/Reprodução)

"Ele narrou que realmente houve essa contenda, essa briga motivada por ciúme. Que dentro de casa ele bateu nela, sim, que ao acordar encontrou a companheira já naquele estado. Ele não sabia que era óbito, mas ela já estava em óbito no momento em que o Samu se aproximou"

Rodrigo Larizzatti,
delegado

Um policial militar reformado de 49 anos foi preso em Brasília nesta segunda-feira (1º) suspeito de matar a mulher a socos. O crime teria ocorrido horas antes, depois que os dois chegaram de um bar. De acordo com a Polícia Civil, Giovanni Albuquerque Brasil adormeceu ao lado da bancária Conceição Maria Martins sem se dar conta de que ela havia morrido.

Ao acordar e ver que ela não se levantava, o PM acionou o Samu. A mulher apresentava lesões no rosto e vários hematomas pelo corpo. À polícia, Brasil disse que sentia ciúmes de Conceição.

"Ele narrou que realmente houve essa contenda, essa briga motivada por ciúme. Que dentro de casa ele bateu nela, sim, que ao acordar encontrou a companheira já naquele estado. Ele não sabia que era óbito, mas ela já estava em óbito no momento em que o Samu se aproximou", disse o delegado Rodrigo Larizzatti.

A vítima tinha 43 anos e já havia registrado queixa contra o agressor nove vezes. A primeira delas foi em 2005. O casal morava em um apartamento na QI 7 do Guará.

Violência contra mulher
Dados da Central de Atendimento à Mulher mostram que o DF teve em 2014 o maior número de denúncias no país. São 158,48 registros para cada grupo de 100 mil pessoas. O índice é quase três vezes a média nacional, que é de 57,21 para cada 100 mil.

As regiões administrativas com mais casos são, na ordem, Ceilândia, Planaltina e Gama. Elas registraram 2.239, 1.305 e 970 ocorrências respectivamente.


Fonte - G1/DF
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