Após quase 24 anos, quatro de seis gêmeos reveem equipe que fez parto

Equipe de hospital de Curitiba colocou sêxtuplos no mundo; dois faleceram. Reencontro entre irmãos e médicos foi marcado por muita emoção.


Após quase 24 anos, quatro de seis irmãos gêmeos voltaram ao hospital onde nasceram, em Curitiba, para conhecer a equipe médica que os colocou no mundo. O reencontro foi marcado por abraços, sorrisos e uma mistura de sentimentos: alegria, gratidão e sensação de dever cumprido.

“É muito emocionante ver a reação deles, depois de 23, 24 anos. Ver o carinho que eles têm pela gente”, disse um dos gêmeos João Cotlinski.

Com um sorriso largo, a pediatra também tentou resumir o que sentiu ao ver os gêmeos. “Essa sensação que temos de vê-los assim é especial, é emocionante. O coração bate muito mais forte. Eu estou muito feliz em revê-los de verdade”, contou a médica pediatra Cleide Marteli Moreira.

As crianças nasceram em 1991 e, apesar do sucesso do parto, dois bebês, que nasceram muito pequenos, não resistiram e morreram dias depois.

O caso se tornou um dos mais famosos do hospital devido à raridade de sêxtuplos. “Foi uma luta muito grande, mas, agora, é a realização de um sonho. Graças a eles, a toda a equipe, doutor Bruno, estão aí fortes e vivos”, contou a mãe dos gêmeos, Ana Francisca Cotlinski.

"Essa sensação que temos de vê-los assim é especial, é emocionante. O coração bate muito mais forte"
Cleide Moreira, médica

A notícias de que eram seis bebês pegou todos de surpresa. “Até o último momento, nós pensávamos ser cinco criancinhas. Senti que tinha mais um ser humano lá dentro. Retirei, e era mais um ser humano nascendo”, relembrou o médico Bruno Grilo.

Grilo ficou ainda mais emocionado ao saber que três dos quatros gêmeos decidiram também fazer carreira na medicina. “Parece que foi um vírus que eu transmiti na hora que eles nasceram”, brincou.

“Pretendo seguir os passos deles, pretendo seguir a profissão da medicina, de cuidar do próximo, de cuidar dos outros”, disse João Cotlinski.

Na conversa, os médicos recordaram alguns detalhes do parto e dos dias em que a família ficou no hospital. Naquela época, uma das crianças, Ana Luiza, ganhou o apelido de bailarina, porque tinha o hábito de colocar as pernas para cima.

Tudo indica que o hábito era, na verdade, um sinal, já que há três anos Ana Luiza se formou como bailarina. “Eu achei engraçado, fiquei surpresa”.

“Eu confesso que eu sempre esperei por este encontro, sabia que ia acontecer um dia e agora, depois de 23 anos, superou as minhas expectativas”, comentou Fernando Cotlinski.


Fonte - G1/Paraná

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