Mulher é presa por vender alvarás falsos por até R$ 40 mil no DF

Ela dizia que era servidora da Agefis; filho de 16 anos participava do crime. Pena é de até 15 anos de prisão; mulher não foi apresentada à imprensa.

Jéssica NascimentoDo G1 DF

A moradora de Ceilândia Adriana Pereira Gonçalves, de 45 anos, foi presa nesta quinta-feira (18) (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Uma mulher suspeita de vender alvarás falsos para abertura de bares e restaurantes foi presa nesta quinta-feira (18) em Águas Claras, no Distrito Federal. De acordo com a Polícia Civil, Adriana Pereira Gonçalves, de 45 anos, se passava por servidora da Agefis e contava com a ajuda do ex-marido, de 64 anos, e do filho, de 16 anos, para cometer os crimes. Ela cobrava entre R$ 8 mil e R$ 40 mil pelos documentos.

A mulher não foi apresentada para a imprensa. Ao G1, o delegado da 21ª DP, Alexandre Nogueira, não soube informar se Adriana tinha advogado.

Quem denunciou crime para a Polícia Civil foi o administrador de Taguatinga, Ricardo Lustosa Jacobina. Segundo o delegado, os comércios abordados eram em Taguatinga e Águas Claras. A mulher, que não tinha passagem pela polícia, confessou o crime, diz o Nogueira.

Segundo o delegado, a suspeita acreditava que estava "facilitando e intermediando" a entrega do documento. "Adriana afirmou que a prática era legal. Ela também ameaçava os outros comerciantes, acredita? Dizia que a Agefis fecharia o comércio caso o dinheiro não fosse entregue."

A prisão foi feita em flagrante, quando Adriana saía de um comércio na QS 3, de Águas Claras. A Polícia Civil acredita que outros comerciantes de outras regiões também tenham sido vítimas.

"Ela usava a lábia, dizia que estava apenas intermediando o alvará. O filho e o marido a acompanhavam no crime e sempre visitavam a admistração regional para observar comerciantes que procuravam os alvarás", explica o delegado.

Moradora de Ceilândia, a suspeita responderá por tráfico de influência, corrupção de menores e associação ao crime. Caso seja condenada, ela poderá pegar de 2 a 15 anos de regime fechado. Não há informações sobre a quantia lucrada pela mulher.

O ex-marido será indiciado pela Polícia Civil e ficará à disposição da Justiça. A Delegacia da Criança e do Adolescente foi informada sobre o crime. Segundo o delegado, ela tomará as providências necessárias ao caso.

Em nota, a Agefis afirmou que os auditores da agência podem ser identificados por meio de distintivo, matrícula do órgão, colete de identificação e nome. Segundo o órgão, se os comerciantes tiverem dúvidas sobre as informações apresentadas pelo suposto fiscal eles podem ter esclarecimentos pelo telefone 3961-5125.


Fonte - G1/Distrito Federal

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