Muricy admite encerrar carreira de treinador e vê nova função no futebol

Ex-técnico do Flamengo afirma que vai descansar até o fim de 2016 e que gostaria de atuar como coordenador ou supervisor

Por GloboEsporte.com
Rio de Janeiro


Muricy Ramalho teve no Flamengo seu último
trabalho como treinador (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)
Um dos treinadores mais vitoriosos do Brasil, Muricy Ramalho parou. Após mais uma vez ser vítima de uma arritmia cardíaca, que resultou em sua saída do Flamengo, ele admitiu que a partir de agora pensa em outras funções dentro do futebol. Decidido a preservar sua saúde, ele afirmou que vai descansar até o fim de 2016.


- O que eu tenho não é grave. Muita gente tem arritmia, mas quando ela se repete, é perigosa. Estou cuidando da saúde, e a tendência é que eu não volte a ser treinador. Pode ser outro tipo de função. Este ano eu não trabalho mais, está decidido. Pode ser que eu não volte para ser treinador porque meu problema de arritmia é estresse, é emocional, e não tem jeito de eu ser mais ou menos. Sou intenso no que faço. Outro tipo de pessoa poderia dominar, mas não é o meu caso. Não deixo passar nada, trabalho demais e isso me prejudica muito - explicou Muricy em entrevista à Rádio Jovem Pan de São Paulo.

Embora garante que vá começar a pensar em trabalho somente no ano que vem, Muricy Ramalho já tem em mente a nova função que gostaria de exercer no futebol.

- A pior função, a que dá mais estresse, é ser treinador. O cara não ganha jogo, só perde. Não fica feliz, só aliviado. No caso de não ser técnico, posso ser coordenador, supervisor. A função que me caberia bem é fazer a ligação entre diretoria e comissão técnica. Caberia bem porque tenho experiência de avaliar o trabalho de um treinador. Mas é claro que eu teria que ter autonomia, porque, infelizmente, às vezes isso não acontece. É uma função que exige trabalho, mas tem menos estresse do que o de treinador - observou Muricy.

Como treinador, Muricy Ramalho conquistou, entre outras taças, uma Libertadores, quatro Campeonatos Brasileiros e seis estaduais. No Flamengo, seu último clube, comandou a equipe em 26 partidas (13 vitórias, seis empates e sete derrotas).



Fonte - Globo Esporte

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