Distritais precisam ser contidos por seguranças após bate-boca na Câmara Legislativa; vídeo

Robério Negreiros (PSDB) citou investigação sobre suposto desvio em sindicato, e Chico Vigilante (PT) reagiu com gritos. Tucano deu tapa na mesa e quase atingiu o outro parlamentar. Ambos se levantaram, e seguranças interferiram.

Por Raquel Morais, G1 DF

Sessão na Câmara Legislativa em que houve confronto entre deputados
Os deputados distritais Rogério Negreiros (PSDB) e Chico Vigilante (PT) precisaram ser contidos durante discussão nesta quinta-feira (19) na Câmara Legislativa. O bate-boca aconteceu durante sessão da Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle, enquanto o secretário de Saúde do Distrito Federal, Humberto Fonseca, apresentava relatório de gestão da pasta.

A confusão começou após Vigilante denunciar o descumprimento da lei – de autoria dele – que obriga a recontratação de vigilantes de uma empresa pela que a sucede na mudança da prestadora do serviço. Após escutar o discurso pelo sistema de som, Negreiros (cuja família é ligada à Brasfort, deixou o gabinete para confrontar o outro parlamentar (veja no vídeo a partir de 2:02:00).

Depois de se sentar à mesa, Negreiros citou uma investigação de um suposto desvio de R$ 2,6 milhões do plano de saúde do Sindicato dos Vigilantes, do qual o petista é dirigente. Vigilante reagiu com gritos. O tucano pediu que o colega falasse baixo.

Negreiros, então, deu um tapa na mesa e quase atingiu a mão do outro parlamentar. Ambos se levantaram. Seguranças da Câmara Legislativa interferiram para apartar os deputados.

"Eu sou totalmente favorável à manutenção do emprego, mas não da forma que o Chico Vigilante está propondo", declarou Negreiros ao G1. "Ele quer interferir nas empresas que diminuíram efetivo e decidir quem elas têm que demitir ou não, mas a manutenção do emprego dos vigilantes efetivos eu defendo."

A reportagem tentou contato com a assessoria de Chico Vigilante (PT), mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem.

Investigação

A apuração aponta que notas falsas teriam sido usadas no suposto desvio de R$ 2,6 milhões do plano de saúde do Sindicato dos Vigilantes. O Ministério Público do Trabalho abriu processo para verificar a conduta dos diretores. Entre os possíveis crimes estão estelionato, lavagem de dinheiro e desvio de recursos de terceiros.


Fonte - G1/DF

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