Indicação política em Santa Maria

Disputa termina com a definição de que, pelo menos no início, a política partidária continuará apadrinhando a administração da cidade. 


Desde que o governador eleito Ibaneis Rocha anunciou, ainda durante a campanha eleitoral e manteve o discurso durante a transição, de que os administradores regionais não seriam indicados por deputados distritais, federais ou outros segmentos políticos-partidários, afirmando ainda que tais indicações partiriam de lideranças locais por meio da elaboração de uma lista tríplice aonde seriam analisados alguns quesitos para que enfim fosse dado o veredito pelo governo, começou a corrida para a indicação de nomes. 

Em Santa Maria não foi diferente, alguns nomes começaram a ser ventilados e ganharam força junto as lideranças locais que de pronto se mobilizaram em torno dos seus preferidos. 

Poucos ganharam força e respeito devido já terem apresentado resultados positivos, bem como, seus currículos faziam jus a suas indicações para o cargo. Outros nem tanto, pois, contavam apenas com o argumento de terem sido “cabos eleitorais” do governo eleito. Ainda surgiram aqueles que tentaram empunhar no peito e na raça seus nomes por meio de falácias desencontradas ou devido suas posições financeiras na cidade. 

Mas, apesar de todo alvoroço, tudo continuou conforme se desenhou ao longo da história. “Toda aquela fala de que o currículo, experiência profissional comprovada, residência e outros quesitos falava mais alto, foi por terra após a confirmação de que a cidade tinha representante na Câmara”, disse uma respeitável liderança. 

O escolhido (indicado) foi o conselheiro tutelar e “homem de confiança” da deputada distrital Jaqueline Silva, Miro Gomes, que foi um dos principais cabos eleitorais da deputada durante as suas campanhas eleitorais. 

Apesar de não possuir experiência administrativa, tampouco nunca ter o seu nome ventilado para ocupar tal cargo, Miro foi o escolhido por indicação de Jaqueline, o que mostra que apadrinhamento político continuará durante o governo. “A deputada sequer consultou as lideranças ou qualquer outro segmento da cidade quanto a sua preferência. Fomos pegos de surpresa”, contou o líder comunitário Raimundo Rocha. “Nada contra a pessoa do indicado, mas, as lideranças da cidade deveriam ser consultadas e não pegas de surpresa, tendo em vista que ela nos representa e nos deve satisfação de suas ações. Espero que ele (Miro) tenha sucesso na sua gestão”, completou. 

Cabe saber se após o findar dos três meses, ocorrerá a composição da tal lista tríplice, bem como, se serão observados os critérios estabelecidos pelo governador e ainda, se o peso político-partidário não será o critério para a escolha. 


Fonte - Agencia Satélite

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