Plenário debate reabertura do comércio na próxima segunda-feira (4)

Hermeto defendeu o retorno do comércio a fim de retomar a economia e os empregos. Para ele, DF também será um modelo de volta à normalidade e saída da crise

Em sessão extraordinária remota da Câmara Legislativa do Distrito Federal nesta terça-feira (28), o plenário discutiu sobre a possibilidade de reabertura do comércio na próxima segunda-feira (4), cujas atividades estão restritas desde o dia 19 de março em virtude da pandemia do coronavírus. O deputado Hermeto (MDB) disse que conversou com o chefe da Casa Civil do DF, Valdetário Monteiro, entre outros secretários de governo, e garantiu que essa retomada se dará de "forma tranquila e com segurança para a saúde da população". Acrescentou que o governador deverá lançar um decreto nesse sentido nesta sexta-feira (1º).

Hermeto defendeu, com veemência, o retorno do comércio a fim de retomar a economia e os empregos. Para ele, assim como o DF foi um modelo para o País ao tomar as primeiras medidas de isolamento social, agora também será um modelo de volta à normalidade e saída da crise. Argumentou que a curva de contaminação "está achatada" e que há muitos leitos de UTI disponíveis na rede pública de saúde. Disse ainda que todos deverão usar máscaras obrigatoriamente nas ruas, mas que as pessoas que compõem os grupos de risco deverão ficar em casa para proteger suas famílias.

Também se manifestou a favor da retomada da atividade econômica "de forma responsável" a deputada Júlia Lucy (Novo). Do mesmo modo, o deputado Eduardo Pedrosa (PT) informou que, em reunião com o secretário de Saúde do DF, Francisco Araújo, ele garantiu que até domingo (3) haverá 172 leitos de UTI disponíveis para atender à comunidade e até o próximo dia 10 estará pronto o hospital de campanha no estádio Mané Garrincha. Ainda de acordo com Pedrosa, não faltarão profissionais na linha de frente no combate ao Covid-19 nem Equipamento de Proteção Individual (EPI).

Em contraponto, o deputado Chico Vigilante (PT) rebateu que é uma "falácia" a afirmação de que há leitos de UTI suficientes. "A economia se recupera depois, vidas não se ressuscitam", alegou. Vigilante alertou: "Vocês querem que se repita no DF o filme macabro de Manaus, com corpos empilhados e cemitérios funcionando 24 horas?!". Também de acordo com o deputado Jorge Vianna (Podemos) não há leitos de UTI disponíveis. Vianna elogiou os profissionais da saúde que atuam nos pontos de testagem em massa do Covid-19 e reclamou da falta de organização da Secretaria de Saúde nesses locais, onde faltam banheiros e alimentação. Ainda sobre a questão, o deputado Leandro Grass (Rede) ponderou que qualquer possiblidade de reabertura precisa de embasamento científico. "Quais os relatórios e os dados que estão subsidiando os decretos do governador?", cobrou.

Volta às Aulas – Os deputados também discutiram a volta às aulas no próximo dia 18 para o ensino médio e de toda a rede no dia 1º de junho. A deputada Arlete Sampaio (PT) posicionou-se contrária a esta sugestão que, segundo ela, consta em documento da Secretaria de Educação do DF, vazado na imprensa. Ao se referir ao documento, ela frisou que "não é oficial, mesmo porque prefiro acreditar no que o governador Ibaneis tem dito, isto é, que não há data para esse retorno". No último dia 22, o governador anunciou um estudo, para ser entregue em dez dias pela Secretaria de Educação, sobre o retorno às aulas presenciais da rede pública de ensino. Apesar de ser favorável ao retorno do comércio, o deputado Hermeto disse concordar com Arlete: "As escolas devem ser o último segmento a sair da quarentena". O tema tem sido alvo de debate desde a semana passada, quando, em reunião extraordinária da Comissão de Educação, Saúde e Cultura da CLDF, o colegiado discutiu com pais de alunos de escolas militarizadas sobre a volta às aulas nesses estabelecimentos.

Ministério da Justiça – O deputado Delmasso (Republicanos) parabenizou o presidente Bolsonaro pela nomeação de André Mendonça para o cargo de ministro da Justiça. Segundo o parlamentar, trata-se de um nome "extremamente técnico, da área e de excelente interlocução com todos os entes do poder judiciário". Destacou que o novo ministro pauta-se pela "competência, seriedade e apartidarismo" na carreira, que inclui experiência na Advocacia Geral da União (AGU) e no Supremo Tribunal Federal (STF). Delmasso chamou a atenção também para a formação acadêmica de Mendonça, com mestrado e doutorado na área do Direito. Acrescentou ainda que o novo ministro é pastor da Igreja Presbiteriana no DF. "Tenho certeza que ele dará andamento aos bons projetos do Ministério da Justiça", opinou.

Já o deputado Fábio Felix (PSOL) considerou "gravíssimas" as acusações do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, de intervenção política de Bolsonaro na Polícia Federal. Ele criticou as indicações de "amigos da família" para ocupar as principais instituições do Estado. Para Felix, com a saída de Moro, braço de sustentação do presidente no combate à corrupção, o atual governo está sobre forte questionamento nacional.


Fonte - Núcleo de Jornalismo – Câmara Legislativa

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