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EXCLUSIVO - Balsa com draga de garimpeiros explode, mata 1 e deixa 4 desaparecidos em Maraã no Rio Amazonas (CENAS FORTES)

Irmão do músico Betinho dos Teclados, morador de Santa Maria/DF é a primeira vítima do acidente ocorrido com a draga. Luiz Barbosa de Souza - 55 anos, teve a morte confirmada por parentes de Brasília que estão chocados com o fato. Acidente aconteceu por volta das 9h30 dessa terça-feira, 6. Testemunhas relatam que pode haver desaparecidos


Uma balsa com draga de garimpeiros explodiu na orla da cidade de Maraã no amazonas, distante 615 quilômetros da capital amazonense.

Ainda não há informações oficiais divulgadas, mas moradores da cidade que foram ouvidos por uma equipe de reportagem, relataram que a explosão deixou aos menos um morto e que existe desaparecidos. Segundo eles, a explosão pôde ser ouvida em toda cidade, num raio de mais de dois quilômetros.

As proximidades do local do acidente é de grande circulação de pessoas, existindo vários comércios, entre os quais casas de shows, bares e um posto de saúde.

Moradores acusam os agentes da PF e do Ibama de deixar a bomba escondida para atingir garimpeiros. Nessas operações, os órgãos têm explodido as balsas que atuam ilegalmente nos rios da região, ao justificarem que não há como a embarcação e os equipamentos serem trazidos para apreensão nas cidades.

Desde o começo de fevereiro, quando começaram as operações conjuntas dos órgãos federais e Forças Armadas contra o garimpo ilegal,  não há casos que atestem a explosão ou queima de balsas, aviões, helicópteros e acampamentos com a presença de garimpeiros dentro.

Os moradores disseram ainda que a balsa que explodiu havia sido incendiada no dia 30 de maio, numa operação envolvendo a Polícia Federal, Exército e Ibama, na região. Na ocasião, a embarcação estava num lago distante da sede e após a operação, mesmo assim, os garimpeiros levaram a draga para a orla da cidade.

De acordo com informações preliminares, os garimpeiros entraram de forma clandestina na balsa que servia de extração de minério, para conserta-la . Acredita-se que o artefato tenha sido esquecido pelos militares e quando os garimpeiros tentaram conserta-la, possivelmente alguma fagulha tenha acionado o explosivo, causando a tragédia. 

Uma das versões para a explosão é a de que uma pessoa que estava na balsa teria  tentado manusear uma banana de dinamite, quando o artefato  explodiu.
"homens do exército brasileiro incendiaram algumas dragas, porém numa dessas os militares deixaram um explosivo e não comunicaram os garimpeiros. O explosivo foi detonado, causando a tragédia"

Ouça o áudio do irmão da vítima denunciando a tragédia:


De acordo com Betinho, quatro ocupantes da draga afundaram com parte do equipamento, enquanto seu irmão, Luiz Barbosa foi atingido e teve o seu corpo dilacerado pelos estilhaços do artefato. 

Partes do corpo da vitima foram encontradas ao longo da embarcação, colocados em uma rede e posteriormente entregues as autoridades policiais que se dirigiram para o local após a tragédia.

O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), e outra vítima levada para uma unidade hospitalar.

Dos cinco ocupantes do equipamento, apenas o corpo de Luiz foi encontrado. Os outros quatro são de moradores da região e um garimpeiro do Distrito Federal que estava "tentando a vida" no garimpo, todavia, "já estava de planos de voltar para a capital federal", relatou um parente.

Ouça o áudio do irmão da vítima falando sobre as mortes:


Uma das vítimas conhecida por Antônio Erivaldo Marcos de Morais - 38 anos, está desaparecida, porém segundo a família, "dificilmente tenha escapado da tragédia". Morador de Santa Maria/DF, é casado e pai de duas filhas menores.

Edinaldo seria uma das vítimas e "dificilmente teria sobrevivido ao acidente"

Em um dos vídeos, enviado para a equipe de reportagem pelo irmão da primeira vítima, é possível ver a retirada de um corpo involucra uma rede que seria de Luiz Barbosa. Já em outros pontos do vídeo nota-se o estrago feito pelos estilhaços do explosivo.


Luiz Barbosa de Souza (D) seria a primeira vítima da tragédia - Foto álbum de família

Imagem feita por moradores da região

Corpo que seria de Luiz Barbosa de Souza - Foto familiares

Corpo que seria de Luiz Barbosa de Souza - Foto familiares

Vídeo feito por morador ao chegar no local do acidente:

Vídeo do momento do resgate do corpo que seria de Luiz Barbosa de Souza:

Assista o vídeo da denúncia feita pelo irmão daquela que seria a primeira vítima fatal da explosão:



O que diz as autoridades

A Marinha, a Polícia Federal e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) afirmaram desconhecer a autoria da explosão. As três instituições atuam no combate ao garimpo ilegal em cidades do interior do Amazonas.

Recentemente, a Marinha realizou a Operação Ágata, que atuou no combate a crimes transfronteiriços e ambientais. Em nota, o Comando Conjunto Uiara informou que apoiou os agentes do Ibama na logística, inteligência e operacionalidade para a neutralização de 51 dragas, na região do Rio Japurá.

O Comando Conjunto Uiara destacou que não foram utilizados e não faziam parte dos protocolos de atuação das Forças Armadas e dos agentes governamentais o uso de explosivos para a desativação de dragas.

Já a Superintendência Regional da Polícia Federal no Amazonas disse que tomou conhecimento da explosão de dragas em Maraã. A órgão afirmou, ainda, que vai prestar o apoio necessário para descobrir o que causou o acidente. "A corporação ainda esclarece que, no momento do ocorrido, não realizava nenhuma ação na região", ressaltou, em nota.

Também em nota, o Ibama informou que não utiliza material explosivo como dinamites em operações. De acordo com o órgão, uma operação realizada em Maraã foi concluída na terça-feira da semana passada, dia 30 de maio. "E o acidente ocorreu 7 dias após a saída dos órgãos da região, hoje (06/06). Não houve destruição de dragas próximas a casas e comunidades", afirmou.

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) ainda não informou como está a investigação do caso.

Fonte - Satélite Notícias *com informações do BNC Amazonas e G1/Amazonas

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