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Em 2 anos, presídios do DF tiveram mais de 1,2 mil fugas registradas

Maioria das fugas registradas foi por abuso de confiança, quando o preso quebra a confiança que o Poder Judiciário depositou nele

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Em um período de 2 anos, o Distrito Federal registrou mais de 1,2 mil fugas do sistema penitenciário. Uma das mais recentes foi de Arlan Cotrim dos Santos, 48 anos, que escapou do cárcere “por abuso de confiança”. Assim como Arlan, entre 2020 e 2022, pelo menos 37 detentos escaparam por abuso de confiança de presídios do DF.

O abuso de confiança é um termo utilizado quando o reeducando quebra a confiança a qual o Poder Judiciário depositou nele no processo de ressocialização, concedendo benefícios como o trabalho externo e saídas temporárias.

Ainda de acordo com a Seape, muitas das fugas registradas no sistema penitenciário do DF são por descumprimento de benefício. Ou seja, são presos que, durante as saídas temporárias ou realização de trabalhos externos, não retornaram ao local de custódia.

Entre 2020 e 2022, a secretaria notificou 1.193 fugas do tipo. Em 2023 foram registradas 63, já em 2024, foram 18 — para esses últimos anos, os dados incluem evasões por abuso de confiança e por descumprimento de benefício.

Romper obstáculos

Além de fugir por se aproveitar do abuso de confiança, Arlan rompeu obstáculos. O custodiado cortou um buraco na cerca do presídio e se evadiu.

Em relação aos casos de fuga por rompimento de obstáculos, entre 2020 e 2022, a Seape registrou 18 ocorrências.

Em novembro de 2023, dois internos do Centro de Progressão Penitenciária (CPP), no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), fugiram após serrarem grades.

Foragidos

A Seape disponibiliza o nome e foto dos atuais foragidos do sistema penitenciário do DF. No portal, é possível ver os processos a que os fugitivos respondem.

De acordo com o site, o foragido a mais tempo é Thiago Henrique da Conceição. Ele se evadiu da prisão em julho de 2016 e cumpria pena por homicídio e roubo. Em seguida, aparecem duas mulheres, foragidas desde agosto de 2016 por não retornarem de uma saída temporária — são Adriany Souza Pereira e Naiara Pereira da Silva.

Uma delas respondia por roubo e tráfico de drogas e, a outra, apenas por roubo. No site, também é possível fazer uma denúncia anônima sobre o paradeiro dos procurados. Para denunciar, clique aqui.

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