O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a usar suas redes sociais nesta sexta-feira (12/9) para se manifestar contra a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão. Para o parlamentar, a cena do julgamento escancarou um tribunal mais preocupado com sarcasmo e provocações do que com a seriedade de se fazer justiça.
Flávio destacou a postura do ministro Luiz Fux, único a votar pela absolvição de Bolsonaro, e o comparou a um “leão” diante de hienas.
“Fux foi o único que se comportou como juiz e não se rebaixou ao nível dos que se deleitavam com a covardia, em que quatro se juntaram para bater em um. Como hienas, atacando um leão ferido, caído no chão. Quando a Suprema Corte faz política, ao invés de justiça, ela já atacou a democracia e caiu em descrédito perante o povo brasileiro”, afirmou.
A analogia repercutiu fortemente nas redes sociais, sendo vista por apoiadores como um retrato fiel da forma como o STF vem agindo em julgamentos contra Bolsonaro e seus aliados.
Flávio Bolsonaro também se disse indignado com o tom de deboche adotado por parte dos ministros durante a sessão. Ele criticou especificamente Alexandre de Moraes e Flávio Dino, que chegaram a fazer piadas em meio à definição da pena.
“A maioria dos ministros da Primeira Turma não conseguiu esconder a felicidade ao condenar Bolsonaro, fazendo piadas e comentários irrelevantes. O julgamento parecia mais uma mesa de bar do que a Suprema Corte de um país”, disse o senador.
Mais cedo, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) já havia se manifestado no mesmo sentido, classificando a conduta dos magistrados como a “caracterização perfeita do mal”. Segundo ele, os gracejos e risadas em meio à destruição da vida de um inocente revelam um comportamento “psicopata” dentro do tribunal.
A condenação de Bolsonaro foi vista por aliados como mais um capítulo de perseguição judicial contra o ex-presidente. Críticos ao Supremo afirmam que a Corte deixou de ser um órgão técnico e passou a agir como ator político, escolhendo alvos de acordo com conveniências ideológicas.
Enquanto Fux foi exaltado por sua postura independente, os demais ministros da Primeira Turma foram apontados como responsáveis por transformar o STF em um palco de espetáculo, distante do compromisso de julgar com equilíbrio e imparcialidade.
Para a base bolsonarista, o episódio reforça a necessidade de discutir os limites de atuação da Corte e resgatar a confiança do povo em suas instituições.
