A Polícia Federal prendeu em flagrante Adalto Gaigher Junior, que cursa Ciências Biológicas na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), após publicar nas redes sociais ameaças de morte contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O caso ocorreu na última quinta-feira (11/9), no interior do Espírito Santo, e acendeu o debate sobre a escalada de intolerância política no Brasil, principalmente em relação à militantes de esquerda contra políticos e simpatizantes de direita.
Segundo as investigações, Adalto, utilizou o X (antigo Twitter) para direcionar ataques explícitos ao parlamentar. Conhecido por sua militância estudantil alinhada à esquerda, o jovem já havia demonstrado publicamente sua antipatia a políticos conservadores.
Apesar da prisão em flagrante, Adalto foi liberado após assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), o que gerou críticas de apoiadores de Nikolas, além de partidos de direita, que veem no episódio um exemplo da leniência das instituições diante de crimes motivados por ideologia.
A Ufes confirmou que Adalto está regularmente matriculado, mas destacou que a prisão não ocorreu dentro do campus. Em nota, a instituição afirmou repudiar manifestações que incitem violência, ódio ou discriminação e informou que abriu processo interno para apurar o caso.
Nas redes sociais, Nikolas classificou as ameaças como mais uma prova da perseguição que sofre por parte da militância de esquerda. “Isso não é só hipocrisia – é o triunfo da mentira descarada. É a engenharia social que transforma assassinos potenciais em ‘defensores da paz’ e canalhas em ‘intelectuais críticos’. A universidade brasileira, em vez de ser um templo do saber, virou um laboratório de degeneração moral”, escreveu o deputado.
Intolerância política em pauta
O episódio reacendeu críticas de parlamentares e analistas sobre o ambiente político do país. Para eles, setores da esquerda, que pregam “democracia e tolerância”, vêm se mostrando incapazes de respeitar posições divergentes, chegando a incitar violência contra adversários.
Após os ataques o que se presenciou foi o silêncio de autoridades e políticos alinhados aos partidos de esquerda que agem como se "não ouvir, escutar e nada falar" sobre o assunto, ao contrário se os ataques fossem proferidos por algum simpatizando de direita. "Se fosse ao contrário, até o STF teria sido acionado para investigar tais atos. Isto é um absurdo, uma vez que atualmente, a esquerda pode tudo e de nada é censurada", disse um parlamentar.
Enquanto isso, apoiadores de Nikolas exigem uma postura mais firme da Justiça para coibir novos episódios de ameaças contra parlamentares, especialmente aqueles ligados à direita.
