Suspeita da polícia sobre a aula de natação que deixou uma mulher morta é a de que uma reação química provocou o envenenamento do ar
Material cedido ao Metrópoles

A suspeita inicial da Polícia Civil sobre a aula de natação que deixou uma mulher morta e duas pessoas internadas em estado grave, na zona leste de São Paulo, é a de que uma reação química provocou o envenenamento do ar.
A informação foi confirmada pelo delegado Alexandre Bento, do 42°Distrito Policial (Parque São Lucas), responsável pela investigação. De acordo com o delegado, os representantes da academia C4 Gym, que deixaram o local após o ocorrido, serão ouvidos pela polícia.
A academia foi interditada preventivamente pela Prefeitura de São Paulo, nesse domingo (8/2). Segundo a Subprefeitura Vila Prudente, foram encontradas irregularidades na academia, como existência de dois CNPJs vinculados à atividade exercida no endereço, falta de Auto de Licença de Funcionamento e situação precária de segurança.
Morte após aula de natação
- No último sábado (7/2), uma aluna morreu e ao menos outras duas pessoas foram internadas em estado grave após nadarem na piscina da C4 Gym, no Parque São Lucas, na zona leste de São Paulo.
- Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, sofreu uma parada cardíaca após a aula de natação. Ela estava acompanhada do marido, Vinicius de Oliveira, de 31 anos, que também sentiu um mal-estar na piscina.
- Eles comunicaram o professor responsável e, depois da aula, foram, por conta própria, ao Hospital Santa Helena, de Santo André, no ABC paulista.
- No hospital, Juliana não resistiu. O marido dela foi internado em estado grave. O fato foi registrado em boletim de ocorrência na 6ª Delegacia de Polícia de Santo André.
- Há ainda o registro de ao menos outra pessoa internada em estado grave no hospital Vila Alpina, na zona leste de São Paulo. O menor de idade foi levado pelo pai ao hospital e ele também nadou na piscina da academia, onde apresentou dificuldade de respirar.
O que diz a academia
Em nota, a direção da Academia C4 GYM destacou que “lamenta profundamente o ocorrido em sua unidade” e que “está colaborando integralmente com as autoridades competentes”.
“[O estabelecimento] informa que prestou imediato atendimento a todos os envolvidos e que tem mantido contato direto com as pessoas envolvidas a fim de oferecer todo o suporte”, alegou o texto.
