Page Nav

HIDE

Últimas notícias:

latest

Publicidade

Políticos buscam acordão entre Poderes para frear investigações em ano eleitoral

Articulações nos bastidores envolvem representantes do governo, do Congresso e do Judiciário. Cada lado com suas preocupações e interesses.

Parlamentares e ministros do STF voltaram ao trabalho nesta segunda-feira (2), e é hora de observar como os grupos políticos vão reagir diante de investigações que estão em curso.

A grande preocupação hoje em Brasília é que os desdobramentos desses casos já são esperados e podem atingir políticos em ano de eleição, prejudicando candidaturas.

O blog apurou que, nos bastidores, está sendo costurado um acordão com setores do Executivo, do Judiciário e do Congresso para tentar acomodar essa crise e evitar danos maiores.

A dificuldade é que você não pode combinar isso com um investigador sério da Polícia Federal que está fazendo seu trabalho de desvendar esquemas de corrupção.

Está em curso uma tentativa de acordão em Brasília. A costura envolve representantes do governo, do Congresso e do Judiciário, cada parte com a sua pauta.

Com a volta de parlamentares e ministros do STF ao trabalho, nesta segunda-feira (2), é hora de observar como os grupos políticos vão reagir diante de investigações que estão em curso, como a do Banco Master e casos de desvios de emendas e verbas parlamentares.

A grande preocupação hoje em Brasília é que os desdobramentos desses casos já são esperados e podem atingir políticos em ano de eleição, prejudicando candidaturas.

O blog apurou que, nos bastidores, está sendo costurado um acordão entre os três Poderes para tentar acomodar essa crise e evitar danos maiores.

Cada lado dessa costura tem as suas próprias questões. Pressionado por investigações sobre emendas, o Congresso manda ao governo o seguinte recado: vocês precisam de nós para aprovar pautas que podem ajudar na eleição.

E ao governo interessa, por exemplo, avançar com propostas como o fim da escala 6x1 e ver aprovada no Senado a indicação de Jorge Messias para o STF.

Por isso, há no Palácio do Planalto quem defenda que as investigações não andem assim tão depressa.

Outro ponto de preocupação no governo — das alas que defendem um acordão — é com as investigações sobre fraudes no INSS e como isso poderá atingir o grupo político de Lula.

Nos bastidores, políticos tentam costurar um acordo para que essas investigações no Congresso não andem. Em troca, investigações que podem atingir parlamentares do Centrão seriam freadas.

A dificuldade, nesses casos, é que você não pode combinar isso com um investigador sério da Polícia Federal que está fazendo seu trabalho de desvendar esquemas de corrupção.

Relações com o Judiciário e o papel do TSE

Em relação ao Judiciário, o governo está mapeando como deve atuar o TSE sob o comando de Nunes Marques, com André Mendonça de vice (ambos indicados ao STF por Jair Bolsonaro) e Dias Toffoli também na composição do tribunal para a eleição deste ano.

O Planalto teme que a falta de uma base consolidada no Congresso e desgastes na relação com o STF por causa do caso Master, por exemplo, afetem a governabilidade em um momento decisivo.

O STF, desgastado pelo caso Master e pela atuação do ministro Toffoli na condução do inquérito, já manifestou ao Planalto seu incômodo com o que avaliou ser uma falta de apoio do presidente Lula nessa crise.

Esse é o termômetro da política no momento. Resta saber como esses atores da política vão se comportar nessa costura, se vão conseguir tirar a pressão e desacelerar essas investigações de olho nas eleições de 2026.

Hugo Motta, Lula, Edson Fachin, Davi Alcolumbre durante Sessão Solene de Abertura do Ano Judiciário de 2026 — Foto: Gustavo Moreno/STF

Latest Articles