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Viana diz que pautará convocações de Lulinha e Frei Chico na CPMI do INSS

Por Emilly Behnke, Aline Becketty

Viana diz que pautará convocações de Lulinha e Frei Chico na CPMI do INSS

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta quinta-feira (5) que deve pautar "na primeira oportunidade" a convocação de Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O depoimento do filho do chefe do Executivo é defendido pela oposição, apesar de já ter sido rejeitado uma vez pela maioria da CPMI em 4 de dezembro do ano passado.
Outro pedido que deve ser pautado, segundo Viana, deve mirar José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula e vice-presidente do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos). A convocação dele já foi rejeitada duas vezes.

A base governista tem maioria na CPMI e tem conseguido barrar parte dos pedidos votados. A oposição também defende a quebra de sigilo e a convocação de Danielle Miranda Fonteles, que já atuou como publicitária em campanhas para o PT. Nove requerimentos contra ela já foram rejeitados.

"Está previsto [requerimento] não só do filho do presidente, mas também do próprio irmão, e de pessoas ligadas à publicidade do Partido dos Trabalhadores. Eu vou trazer de volta. Esses requerimentos vão ser colocados na primeira oportunidade. Cada parlamentar votará de acordo com a sua consciência", afirmou Viana em entrevista coletiva no Senado.

Mais cedo nesta quinta-feira, Lula relatou ter conversado com seu filho sobre as suspeitas de envolvimento nas fraudes no INSS.

"O processo não acabou, mas pode ficar certo que todos vão para a cadeia e que o patrimônio que eles construíram vai ser ressarcido para pagar os benefícios. Se tiver alguém meu envolvido nisso, vai pagar o mesmo preço, porque a lei é para todos", afirmou Lula em entrevista ao UOL nesta quinta.

Lulinha não é investigado pela Polícia Federal, mas foi mencionado ao longo das apurações. O nome dele apareceu nas operações de busca e apreensão contra a empresária Roberta Luchsinger, realizada em meados de dezembro do ano passado.

A PF apura se Lulinha manteve uma sociedade oculta por meio de Roberta com o Antonio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS".

Em referência à declaração de Lula, o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), reforçou a defesa para que a comissão aprove a oitiva de Lulinha.

"Tem horas que precisamos reconhecer e é hora de reconhecimento. Acabei de ver uma entrevista do presidente Lula quando ele disse que o filho dele deve explicações sobre o caso do INSS. Eu acho que isso é a postura de um presidente. Portanto, não tem mais porque negar a vinda de Lulinha ao colegiado", declarou o relator.

Carlos Viana não detalhou quando deve ser a próxima reunião da CPMI para votações. A comissão retomou os trabalhos nesta quinta após o recesso parlamentar.

O colegiado aprovou pedidos de prisão preventiva de investigados no esquema do INSS nesta quinta, mas decidiu adiar a análise de requerimentos sobre a quebra de sigilo do Banco Master.

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