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ERIKA MENTIU: SBT nega contato com deputada trans, afirmando que o contato foi realizado pela deputada

Versão divulgada pela deputada Erika Hilton sobre ligação da presidente do SBT, Daniela Abravanel Beyruti, é contestada pela emissora e expõe contradições no episódio envolvendo o apresentador Ratinho.



Por Celso Alonso

Uma declaração da deputada federal Erika Hilton gerou controvérsia e levantou questionamentos sobre a veracidade de suas afirmações após a própria emissora citada apresentar uma versão diferente dos fatos.

Na quinta-feira (12), a parlamentar afirmou publicamente que havia recebido um telefonema da presidente do SBT, Daniela Abravanel Beyruti, filha do comunicador Silvio Santos. Segundo Erika Hilton, a executiva teria ligado para pedir desculpas pelos comentários considerados transfóbicos feitos pelo apresentador Ratinho durante seu programa ao vivo na noite de quarta-feira (11).

De acordo com a versão divulgada pela deputada, a conversa teria durado cerca de dez minutos e ocorrido em tom cordial, sendo interpretada por ela como um gesto de reconhecimento e retratação por parte da direção da emissora.

Entretanto, a narrativa ganhou novos contornos após informações divulgadas por fontes ligadas ao próprio SBT. Segundo a emissora, o contato não teria sido iniciado por Daniela Abravanel Beyruti, como afirmou a parlamentar. Pelo contrário: quem teria procurado a direção do canal foi a própria Erika Hilton.

Ainda conforme essas informações, a deputada teria enviado previamente uma carta solicitando diálogo com a presidência da emissora, o que posteriormente teria resultado na conversa telefônica mencionada. A diferença entre as duas versões acabou alimentando críticas nas redes sociais e levantou dúvidas sobre a forma como o episódio foi inicialmente apresentado ao público.

Para críticos da parlamentar, a divergência reforça a percepção de que determinados agentes políticos buscam construir narrativas públicas que nem sempre correspondem exatamente aos fatos. Já apoiadores de Erika Hilton afirmam que, independentemente de quem tenha iniciado o contato, o importante foi a abertura de diálogo sobre o conteúdo exibido na televisão.

O episódio confirma como disputas políticas e debates identitários têm transbordado cada vez mais para o campo da comunicação e da mídia, transformando episódios pontuais em embates públicos amplificados pelas redes sociais.

Diante das versões divergentes, o caso também reacende uma discussão recorrente sobre responsabilidade na divulgação de informações por figuras públicas. Em tempos de alta polarização política, a precisão dos fatos e a transparência nas declarações tornam-se elementos essenciais para preservar a confiança do público no debate democrático.

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