Nova procuradora promete atuação mais próxima da população e continuidade de políticas de proteção às mulheres no Distrito Federal

Fotos: Andressa Anholete / Agência CLDF
Por Celso Alonso
A deputada Jaqueline Silva (MDB) assumiu, na tarde desta quinta-feira (12), o comando da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). A cerimônia de posse ocorreu no plenário da Casa e reuniu parlamentares e autoridades.
Em seu discurso de estreia à frente do órgão, a nova procuradora destacou a urgência no enfrentamento à violência contra as mulheres e adotou um tom firme ao tratar do tema. Segundo ela, não há mais espaço para tolerância diante de agressões e abusos. Jaqueline afirmou que pretende se dedicar integralmente à função, com o objetivo de fortalecer ações concretas de proteção e acolhimento. “Não podemos mais aceitar nenhum tipo de violência contra a mulher. Me comprometo a dar o meu máximo, para entregar o melhor”, afirmou.
A parlamentar também demonstrou preocupação com os índices de feminicídio, classificando-os como alarmantes. Ela citou dados recentes que apontam que dezenas de crianças ficaram órfãs de mãe em decorrência desses crimes, o que, segundo ela, evidencia a necessidade de respostas mais efetivas por parte do poder público. Para Jaqueline, ainda existe um distanciamento entre as políticas existentes e a realidade enfrentada pelas mulheres.
Ao traçar as diretrizes de sua gestão, a deputada defendeu uma atuação mais próxima da população, com presença ativa nas regiões administrativas do DF. A ideia, de acordo com ela, é transformar a Procuradoria em um órgão mais acessível e atuante, capaz de identificar problemas diretamente nas comunidades e agir de forma mais rápida. “A Casa precisa estar acessível às pessoas. Temos que ir para a ponta, para as regiões administrativas; a Procuradoria Especial da Mulher não pode ser só um espaço no Parlamento, precisa, definitivamente, ser aquele lugar que vai atrás do problema”, defendeu.
Jaqueline Silva também ressaltou que pretende dar continuidade às iniciativas já desenvolvidas por suas antecessoras, reforçando que sua gestão não representa uma ruptura, mas sim a manutenção e ampliação de projetos existentes. Ela destacou a importância do trabalho conjunto com outras deputadas e com a equipe técnica do órgão.
A ex-procuradora Paula Belmonte (PSDB), que esteve à frente da Procuradoria em 2025, apresentou um balanço das ações realizadas durante sua gestão. Entre os projetos citados estão iniciativas voltadas à conscientização e ao acompanhamento de políticas públicas para mulheres, além de programas de diálogo e escuta ativa.
Em tom emocionado, Paula destacou a importância do acolhimento às vítimas e afirmou que o trabalho desenvolvido deve ter continuidade. Para ela, apoiar uma mulher em situação de vulnerabilidade significa impactar positivamente toda a sociedade.
Durante a solenidade, o deputado Pastor Daniel de Castro (PP), primeiro secretário da CLDF, elogiou a atuação da ex-procuradora e ressaltou a relevância da presença feminina na política. Ele também afirmou que a nova gestora encontrará um caminho estruturado para dar seguimento às ações.
Criada por meio de resolução legislativa em 2013, a Procuradoria Especial da Mulher tem como principal função receber e encaminhar denúncias de violência e discriminação, além de acompanhar políticas públicas, promover estudos e atuar em parceria com instituições voltadas à defesa dos direitos das mulheres.
Na atual legislatura, o cargo tem sido ocupado de forma rotativa entre as parlamentares da Casa, passando por nomes como Doutora Jane (Republicanos), Dayse Amarilio (PSB), Paula Belmonte e, agora, Jaqueline Silva, que assume a missão em 2026 com o desafio de ampliar o alcance e a efetividade das ações do órgão.
