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Celina Leão critica ajuda ao Digimais, e não ao BRB: “Acho triste”

Governadora do Distrito Federal afirmou que o governo federal não tem colaborado no sentido de socorrer o Banco de Brasília


Matheus Borges / Agência Brasília

A governadora do Distrito Federal (DF), Celina Leão (PP), criticou a falta de ação do governo para ajudar na recuperação do Banco de Brasília (BRB), que teve rombo bilionário em transações com o Banco Master.

Segundo a titular do Palácio do Buriti, apesar dos pedidos públicos de ajuda, a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não teria tomado qualquer atitude para salvar a principal instituição financeira da capital brasileira.

“O governo federal não deu nenhuma resposta. Nenhuma ajuda. Chegamos a pedir. Pedimos tudo. Acho que não tem é a boa vontade de fazer. Mas está tudo bem. A gente já pediu. Pediu inclusive agendas”, afirmou Celina Leão durante evento em Brasília, nesta terça-feira (15/4).

A governadora chegou a tratar sobre o tema com o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Mas, de acordo com Celina Leão, as tratativas não avançaram.

“O governo federal inclusive, esta semana, fez uma assistência a outro banco. O que é natural. Eu acho que é missão mesmo do governo federal fazer. Mas fazer de um e não fazer de outro? O Digimais foram R$ 9 bilhões. Nós precisamos de R$ 6 bilhões”, pontuou.

Celina ainda disse que “é bem claro que (o governo) não quer fazer nenhuma movimentação”.

“O que eu acho triste. Porque você tem que ter uma certa institucionalidade quando você é presidente da República. Quando você é uma governadora. Eu sou governadora de direita. Mas todas as vezes que eu tiver que conversar sobre a minha cidade, eu estarei pronta”, frisou.

Digimais e FGC

Segundo noticiado pelo Metrópoles, o Fundo Constitucional Garantidor (FGC) deverá fazer aporte ao Digimais, que firmou acordo de compra com o BTG.

Criado em 1995, o FGC é uma instituição privada, sem fins lucrativos, que atua como uma espécie de seguro, protegendo alguns tipos de investimentos e depósitos feitos em instituições financeiras. Além dos clientes, o FGC auxilia os próprios bancos.

O fundo é formado a partir de recursos depositados periodicamente pelas instituições financeiras associadas – entre as quais, a Caixa Econômica Federal e bancos comerciais, de investimento e de desenvolvimento.

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