O ofício que solicitará colaboração do governo federal será encaminhado a Lula nesta quarta-feira (29/4)
IGO ESTRELA/METRÓPOLES @igoestrela

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), pedirá ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aval do Tesouro para empréstimo ao Banco de Brasília (BRB).
O ofício que solicitará colaboração do governo federal será encaminhado a Lula nesta quarta-feira (29/4). O objetivo é liberar com mais rapidez o empréstimo que o BRB tenta obter no Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou com consórcio de bancos. O GDF dará bens como garantia, segundo Celina.
O Metrópoles apurou que Celina vai citar risco de colapso financeiro em outros bancos. “A gente espera que ele tenha a sensibilidade”, disse a governadora.

Em agenda na manhã desta terça-feira (28/4), Celina reafirmou que acredita que o pedido será atendido e espera que o assunto seja tratado “com respeito e institucionalidade que a situação demanda”.
“Cabe a mim como governadora encaminhar o ofício e pedir uma audiência para discutir a situação. É um gesto formal, mas a gente espera que seja acatado também pelo presidente. Até pela formalização, porque tudo está sendo seguido conforme aquilo que nós havíamos encaminhado para o Banco Central. Eu tenho certeza que nós seremos atendidos”, comentou Celina.
O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, disse acreditar que Celina e Lula chegarão a um entendimento. “Tem algo que eu tenho defendido com muita veemência: creio que, com a sensibilidade e o protagonismo da Celina e do presidente Lula, eles possam chegar ao entendimento para que ele possa dar aval. Os interesses do sistema financeiro nacional e do BRB em especial – porque envolve muito aspecto social – precisam estar acima dos interesses políticos. Pelo que conheço os dois, creio que vão chegar ao entendimento para o aval do Tesouro”, afirmou ao Metrópoles no sábado (25/4).
O BRB enfrenta a pior crise financeira da história após prejuízos nos negócios com o Banco Master. Auditoria interna contratada pela nova gestão apontou que R$ 13,3 bilhões das carteiras adquiridas eram “total ou majoritariamente desprovidos de lastro”.
O banco precisa aumentar o capital – e tenta obter empréstimo de R$ 6,6 bilhões para isso, usando bens do GDF como garantia –, além de reforçar a liquidez por meio da venda de ativos.
