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CIRÚRGICO - Rogério Marinho critica mudança de postura da mídia e relembra relações de Vorcaro com grupos influentes (VÍDEO)

Senador foi cirúrgico ao afirmar que empresário já foi prestigiado por grandes grupos de mídia, bancos e setores do poder antes da mudança de narrativa em torno de seu nome

Foto: Reprodução CNN


Por Celso Alonso

O senador Rogério Marinho elevou o tom ao comentar o tratamento dado atualmente ao empresário Daniel Vorcaro, apontando o que classificou como “hipocrisia” de setores da imprensa e da elite econômica brasileira. Durante entrevista, o parlamentar afirmou que, até pouco tempo atrás, o banqueiro circulava livremente entre os principais centros de poder do país e mantinha relações próximas com grandes grupos de comunicação e instituições financeiras, entre os quais Palácio do Planalto, STF,  emissoas tais como a Rede Globo de Televisão.

Segundo Marinho, o cenário vivido em 2024 era completamente diferente da narrativa construída atualmente em torno do empresário. O senador lembrou que Vorcaro mantinha parcerias empresariais com conglomerados de mídia e tinha acesso privilegiado a ambientes políticos e econômicos de Brasília.

“Era alguém presente nos círculos do Executivo, do Legislativo e também do sistema financeiro. Ninguém imaginava que a situação chegaria ao ponto atual”, declarou o senador.

Na mesma linha, a comentarista Clarissa da CNN tentou interromper a fala do senador por diversas vezes, mas o parlamentar cirurgicamente ainda acrescentou que o empresário também participou de investimentos ligados ao setor audiovisual e teria apoiado produções cinematográficas associadas a diferentes figuras políticas brasileiras, incluindo obras relacionadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ex-presidente Michel Temer. A observação foi usada para sustentar a tese de que diversos setores que hoje fazem críticas severas ao empresário mantinham anteriormente relações próximas e comerciais com ele.

Durante a entrevista, Marinho ainda citou nominalmente veículos de imprensa como Globo, Grupo Massa e Estadão, argumentando que parte desses conglomerados teria sido beneficiada financeiramente por recursos ligados ao empresário. O senador afirmou que há uma tentativa de reescrever os fatos diante da repercussão atual do caso.

Longe de defender o empresário, mas ao mencionar um editorial recente do Estadão, Marinho acusou o sistema político e midiático brasileiro de agir com conveniência seletiva. Para o parlamentar, muitos dos que hoje condenam publicamente o empresário participaram, direta ou indiretamente, das relações institucionais e comerciais mantidas com ele no passado.

O senador classificou o comportamento de determinados setores como o de “sepulcros caiados”, expressão usada para criticar posturas que, segundo ele, demonstram indignação pública apenas quando o cenário político muda. A declaração repercutiu entre aliados conservadores, que passaram a usar o episódio como exemplo de suposta incoerência de parte da imprensa nacional e de agentes do mercado financeiro.

A fala de Rogério Marinho também reacende o debate sobre a proximidade histórica entre grandes empresários, grupos de mídia e estruturas de poder em Brasília, tema que frequentemente retorna ao centro das discussões políticas quando surgem investigações ou crises envolvendo figuras influentes do cenário econômico brasileiro.

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