Com mais de 20 anos dedicados à cobertura policial no DF, jornalista e radialista ficou conhecido pelo bordão “no Corró” e pela forte presença na comunicação brasiliense
Por Celso Alonso
BRASÍLIA 20/05/2026 - O Distrito Federal amanheceu de luto nesta quarta-feira (20/5) com a notícia da morte do jornalista e radialista Carlos Roberto da Silva, conhecido popularmente como Kaká Silva. Referência no jornalismo policial da capital federal, ele morreu aos 62 anos após passar mal pela manhã, segundo informações da família.
Dono do conhecido bordão “no Corró”, Kaká Silva construiu uma trajetória consolidada na cobertura policial do Distrito Federal, tornando-se uma das vozes mais reconhecidas da comunicação brasiliense. Com estilo popular, direto e autêntico, conquistou espaço no rádio, na televisão e o carinho do público ao longo de mais de duas décadas de carreira.
O jornalista participou de programas policiais de grande audiência, entre eles o “Na Polícia e nas Ruas”, onde ficou conhecido pela maneira firme de narrar os acontecimentos e pela proximidade com a realidade das ruas da capital. Sua atuação o transformou em um nome respeitado tanto entre colegas de profissão quanto entre telespectadores e ouvintes.
Há pouco mais de três meses, Kaká Silva enfrentou uma das maiores dores de sua vida ao perder a filha, Mikaella, vítima de câncer. Pessoas próximas relatam que, desde então, o jornalista passou a demonstrar grande abatimento emocional, convivendo com o sofrimento provocado pela perda familiar. Amigos afirmam que a morte da filha impactou profundamente o comunicador, que tentava seguir a rotina profissional mesmo diante do momento delicado vivido nos últimos meses.
Nas redes sociais, profissionais da imprensa, amigos e admiradores prestaram homenagens ao comunicador, ressaltando a coragem, a dedicação e o compromisso de Kaká Silva com o jornalismo policial. Diversas mensagens destacaram sua contribuição para a comunicação no DF e a marca deixada por sua personalidade forte e carismática.
Ao comentar a perda, o genro do jornalista, Wesley Fortaleza, lamentou profundamente a morte do sogro. “Brasília perde hoje uma voz conhecida e respeitada, e eu perco um grande amigo e um parceiro da vida. Sua história ficará para sempre na memória de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo”, declarou.
Até o momento, a família ainda não divulgou informações sobre o velório e o sepultamento do jornalista. A causa da morte também não havia sido confirmada oficialmente.
A partida de Kaká Silva encerra um importante capítulo do jornalismo policial do Distrito Federal, mas deixa um legado que continuará vivo na memória dos colegas de profissão, dos amigos e do público que acompanhou sua trajetória ao longo dos anos.
