Page Nav

HIDE

CLDF - CLDF 35 Anos

Últimas notícias:

latest

Monique Medeiros passa mal ao ver imagens do corpo de Henry Borel e é dispensada do julgamento

De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio, ela precisou ser atendida por uma equipe de saúde pedida pelos advogados de defesa. Ela só retornará ao plenário no sábado (30).


Monique Medeiros recebeu atendimento médico após passar mal ao ver fotos do corpo do filho de 4 anos durante o julgamento no Rio de Janeiro. Ela é ré pela morte da criança.

O perito Luiz Carlos Leal Prestes descartou acidente doméstico e afirmou que as 17 lesões na criança ocorreram antes da morte, de forma lenta e agônica.

Com apenas 10 testemunhas ouvidas, o julgamento deve durar mais uma semana, prevendo depoimentos do pai da vítima, dos réus e debates finais.

Jairinho e Monique no banco dos réus — Foto: Reprodução/TV Globo

Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel e ré no julgamento pela morte da criança de 4 anos, passou mal na manhã desta sexta-feira (29) e precisou de atendimento médico no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio, ela precisou ser atendida por uma equipe de saúde ao ver as imagens do corpo do menino. Os advogados solicitaram a presença de uma equipe. O julgamento não chegou a ser interrompido, mas Monique foi dispensada de acompanhar o restante da sessão. Ela só retornará ao plenário neste sábado (30).

Monique passou mal durante o depoimento do médico legista aposentado e perito Luiz Carlos Leal Prestes. A testemunha comentava sobre as lesões de Henry enquanto fotos da criança passavam em uma tela.

Luiz Carlos descartou qualquer relação entre as manobras de massagem cardíaca e a laceração encontrada no fígado da criança, apontada pela defesa como causa da morte.

"Houve um homicídio por espancamento, esse menor chegou sem vida a esse hospital. A multiplicidade de lesões em sítios diferentes fez com que, inequivocamente, se concluísse que essa criança foi agredida e por isso houve a hemorragia interna", afirmou Prestes.

Monique e Jairo Souza Santos Junior, o Jairinho, estão sendo julgados pela morte do menino de 4 anos em 2021.

Luiz Carlos Leal Prestes afirmou ainda que as lesões foram causadas antes da morte. Ele negou a versão da defesa de que as lacerações foram causadas durante manobras cardíacas no atendimento no hospital.

“Não poderia haver hemorragia interna se não houvesse circulação. Portanto, essa laceração hepática ocorreu em vida e não tem relação com a massagem cardíaca”, declarou.

A defesa de Jairinho nega que ele tenha cometido qualquer agressão contra a criança e afirma que os ferimentos foram provocados durante as manobras cardíacas no hospital onde ele e Monique procuraram atendimento para o menino.

O perito também descartou a possibilidade de um acidente doméstico, que chegou a ser defendida pela defesa. Segundo ele, Henry tinha 17 lesões externas, inclusive na cabeça. Ele definiu a morte do menino como "lenta, agônica e progressiva".

"O acidente doméstico está completamente descartado. Isso é uma versão fantasiosa", destacou.

Julgamento deve ser longo

Henry Borel — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Com apenas dez testemunhas ouvidas até agora, a expectativa é de que o Tribunal do Júri ainda tenha vários dias de trabalho pela frente.

Após os depoimentos dos peritos previstos para esta sexta-feira, ainda deverão ser ouvidas outras testemunhas de acusação, entre elas Leniel Borel, pai de Henry. Em seguida, será a vez das testemunhas de defesa indicadas pelos réus.

Somente depois dessa etapa ocorrerão os interrogatórios de Jairinho e Monique e, por fim, os debates entre acusação e defesa, antes da decisão do Conselho de Sentença.

Segundo estimativa de participantes do julgamento, os trabalhos devem se estender por cerca de mais uma semana até a definição do veredicto.

Latest Articles