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Produção de filme sobre Bolsonaro rebate ataques da esquerda e mostra hipocrisia sobre relação com empresário festejado pela elite e pela TV Globo (VÍDEO)

Aliados da família Bolsonaro afirmam que tentativa de criminalização ignora que Daniel Vorcaro era tratado como símbolo de sucesso pelo mercado, mídia e setores próximos ao governo

Foto: Isac Nóbrega/PR


Por Celso Alonso

A tentativa de setores da esquerda de associar o senador Flávio Bolsonaro e o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro a supostas irregularidades envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse” passou a enfrentar forte reação de aliados da família Bolsonaro. Para integrantes da produção, há uma clara tentativa de criar uma narrativa política artificial para atingir adversários conservadores, ignorando que, no período da captação dos recursos, o empresário Daniel Vorcaro era celebrado justamente pelos mesmos setores que hoje tentam demonizá-lo.

Segundo Mário Frias, diretor executivo e responsável pelo projeto, toda a estrutura de financiamento do longa foi montada em 2024, quando Vorcaro era tratado como exemplo de empreendedorismo e sucesso financeiro no Brasil. O banqueiro circulava entre grandes grupos empresariais, participava de eventos prestigiados e mantinha relações comerciais com gigantes da mídia e do entretenimento nacional.

Frias ainda lembra que o empresário investiu centenas de milhões de reais em projetos ligados à Globo, patrocinou eventos de grande visibilidade e chegou a aportar recursos em programas vinculados ao apresentador Luciano Huck. Para críticos da esquerda, o silêncio desses mesmos setores naquele momento escancara uma contradição evidente.

Veja:



“Quando interessava ao sistema, ele era tratado como empresário visionário. Agora tentam transformar qualquer pessoa que teve relação comercial legítima com ele em criminosa”, afrimou Mário Frias

A defesa do projeto também desmonta uma das principais acusações levantadas por adversários políticos: a falsa narrativa de que recursos do fundo poderiam ter sido enviados diretamente para Flávio ou Eduardo Bolsonaro. Segundo os produtores, isso simplesmente não seria possível dentro da estrutura jurídica utilizada no financiamento.

O modelo adotado funciona por meio de um fundo de private equity nos Estados Unidos, submetido às rígidas regras de fiscalização do sistema financeiro americano. De acordo com os responsáveis pelo longa, o fundo possui finalidade única e exclusiva: financiar a produção cinematográfica. Os valores seriam destinados apenas à execução do filme, passando por contratos formais com a produtora e fornecedores envolvidos no projeto.

Mário Frias explicou ainda, que despesas relacionadas a atores, equipe técnica e operação do filme precisam ser aprovadas formalmente pelo fundo antes de qualquer pagamento. Dessa forma, segundo ele, não existe mecanismo legal para transferências pessoais a integrantes da família Bolsonaro, ao contrário do que adversários tentam insinuar politicamente.

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmam que a esquerda tenta transformar uma relação comercial absolutamente comum em escândalo político para desgastar nomes conservadores e desviar o foco de casos muito mais graves envolvendo governos petistas, especiamente em ano eleitoral.

O próprio presidente da república teve um longa em sua homenagem fianciado com recursos de empresas que posteriormente viriam ser alvo de investigações e condenações. Segundo informações divulgadas pela própria produção de “Lula, o Filho do Brasil”, o longa que exaltava a trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva recebeu cerca de R$ 12 milhões de 18 empresas privadas. Entre os financiadores estavam Odebrecht, Camargo Corrêa, OAS, JBS e EBX, grupos empresariais que, anos depois, se tornariam protagonistas dos maiores escândalos de corrupção da história recente do país. Muitas dessas empresas foram alvo de investigações da Operação Lava Jato por suspeitas de superfaturamento de obras públicas, lavagem de dinheiro, cartelização e pagamento de propinas a agentes políticos ligados aos governos petistas.

Para adversários do Planalto, o episódio escancara uma contradição incômoda para a esquerda brasileira. Enquanto aliados do governo tentam transformar em escândalo qualquer relação comercial envolvendo nomes ligados à direita, especialmente a família Bolsonaro, o financiamento milionário do filme que promovia a imagem de Lula teria sido tratado durante anos com silêncio ou relativização, mesmo após a explosão das denúncias envolvendo as empreiteiras patrocinadoras da obra.

A controvérsia reforça críticas sobre o que parlamentares da oposição classificam como “dois pesos e duas medidas” no debate político nacional. Segundo essa avaliação, suspeitas relacionadas a produções associadas à direita rapidamente se transformam em manchetes, pedidos de investigação e campanhas públicas de desgaste, enquanto projetos ligados ao presidente Lula recebem tratamento mais brando mesmo quando financiados por empresas posteriormente envolvidas em escândalos bilionários de corrupção.

O desgaste para o governo aumentou ainda mais após outro episódio recente envolvendo o uso de recursos públicos no Carnaval do Rio de Janeiro. A escola de samba responsável pelo enredo “Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil” recebeu cerca de R$ 9,6 milhões para homenagear o presidente em pleno período eleitoral, gerando forte reação da oposição e críticas sobre possível utilização política de verbas públicas para promoção de imagem.

Nos bastidores do Congresso, parlamentares conservadores afirmam que, se a situação fosse inversa, com recursos públicos financiando homenagem semelhante ao ex-presidente Jair Bolsonaro, a reação da esquerda e de parte da imprensa seria imediata e explosiva. Segundo opositores, haveria pedidos de investigações, acusações de abuso político e até pressões por medidas judiciais mais severas. Para críticos do governo, o silêncio de setores progressistas diante desses episódios reforça a percepção de seletividade política e tratamento desigual conforme o grupo ideológico envolvido.

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