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Deputado aciona TCU para apurar gastos de autoridades no Fórum de Lisboa, evento associado a Gilmar Mendes

Representação questiona uso de recursos públicos em encontro promovido pelo ministro do STF, enquanto debate sobre custos e participação de autoridades ganha força em Brasília

Foto: Reprodução Instagram


Por Celso Alonso | 01/06/2026

O deputado federal Ubiratan Sanderson protocolou uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) solicitando a apuração dos gastos públicos relacionados à participação de autoridades brasileiras no Fórum de Lisboa 2026, realizado em Portugal.

O evento, conhecido informalmente no meio político e jurídico como “Gilmarpalooza”, é promovido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e reúne representantes dos Três Poderes, além de empresários, juristas e acadêmicos. Ao longo dos anos, o encontro passou a ser alvo recorrente de questionamentos sobre custos, finalidade institucional e participação de agentes públicos em agendas no exterior.

Na representação, o parlamentar pede que o TCU verifique a regularidade das despesas custeadas por órgãos públicos, incluindo passagens aéreas, hospedagens, diárias e demais custos relacionados às viagens internacionais de autoridades e servidores. Segundo dados divulgados pela imprensa, ao menos 135 pessoas teriam sido autorizadas a participar da edição mais recente do evento, com gastos que já ultrapassariam centenas de milhares de reais.

O documento sustenta que o uso de recursos públicos deve obedecer aos princípios constitucionais da legalidade, moralidade, publicidade, impessoalidade e eficiência, e solicita que a Corte de Contas apure possíveis excessos ou irregularidades na autorização dessas despesas.

O caso desperta críticas de setores políticos que questionam o caráter do fórum, frequentemente associado à figura do ministro Gilmar Mendes, idealizador e principal articulador do encontro. Para esses críticos, o evento tem se consolidado como um espaço de forte presença institucional e política no exterior, levantando debates sobre a real necessidade de deslocamentos custeados com dinheiro público.

Também no Supremo Tribunal Federal, a participação de autoridades em eventos internacionais costuma gerar discussões sobre transparência e limites do uso da estrutura estatal para agendas de caráter acadêmico ou institucional fora do país. O tema, embora recorrente, volta ao centro do debate sempre que novos pedidos de fiscalização são apresentados a órgãos de controle.

A representação agora aguarda análise do Tribunal de Contas da União, que poderá solicitar informações adicionais aos órgãos envolvidos antes de decidir sobre a abertura de procedimento formal de investigação.

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