Ministros e auxiliares presidenciais ressaltam que não houve pedido formal de Lula para reunião com Donald Trump durante o G7, na França
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Évian-les-Bains, França — O presidente Lula embarca neste domingo (14/6) rumo à França para participar, pela 10ª vez, da reunião da cúpula do G7, grupo das sete maiores economias globais.
O mandatário brasileiro vai ao evento sem a expectativa de uma reunião formal com o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que também confirmou presença na reunião do bloco.
Ministros e assessores de Lula ressaltam que não houve pedido formal de encontro com Trump. Admitem, porém, que os dois podem conversar informalmente nos bastidores da cúpula.
Lula deve decolar de Brasília à tarde. No caminho, fará uma escala técnica para abastecimento em Cabo Verde. O petista pousará em Genebra, na Suíça, na segunda-feira (15/6), de onde seguirá para a França.
A cúpula do G7 acontecerá em Évian-les-Bains, cidade francesa a 45 km de Genebra. Lula e os demais chefes de Estado convidados para o G7 ficarão hospedados no Hôtel Royal, um resort cinco estrelas.

Os discursos de Lula no G7
Embora chegue na segunda-feira, Lula só participará das reuniões do G7 na terça-feira (16/6) e na quarta-feira (17/6) — as sessões da segunda-feira são apenas para os países-membros do bloco.
Lula discursará nos dois dias. Na terça, ele deve destacar a redução da ajuda internacional a países em desenvolvimento e fazer um apelo para que os Estados mais ricos ampliem os recursos às nações mais pobres.
Na sessão da quarta, o petista deve fazer um discurso criticando o unilateralismo e o protecionismo, em uma reação indireta à proposta de tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil.
Assessores presidenciais ressaltam que Lula será cauteloso nas palavras ao comentar o tema. Segundo eles, é preciso adequar a linguagem para não atrapalhar as negociações em curso.
O presidente brasileiro encerrará sua participação na cúpula do G7 de 2026 participando de um almoço temático com outros chefes de Estado, no qual será discutido inteligência artificial.
Os textos negociados pelo G7
Paralelamente aos discursos de Lula, diplomatas brasileiros têm dado contribuições para sete textos negociados pelos países-membros do G7 (Alemanha, Canadá, EUA, França, Itália, Japão e Reino Unido).
Os textos tratam sobre temas como:
- parcerias internacionais para o desenvolvimento;
- crescimento econômico equilibrado;
- proteção online de menores;
- combate ao narcotráfico;
- luta contra o câncer;
- combate ao contrabando de imigrantes;
- minerais críticos.
Reuniões bilaterais
Por ora, estão previstas apenas duas reuniões bilaterais de Lula às margens do G7: uma com o anfitrião Emmanuel Macron, presidente da França, e outra com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi.
O Brasil, vale lembrar, não integra o G7. Lula participará do evento como convidado. Será a 10ª vez que o Brasil participa da cúpula como convidado, todas elas durante governos do petista.
A primeira vez que o Brasil foi chamado para uma reunião do grupo ocorreu em 2003, ano de estreia de Lula à frente do Palácio do Planalto. Naquele ano, o evento também ocorreu em Évian-les-Bains.
