Investigação analisa detalhes dos momentos que antecederam a tragédia
Por Celso Alonso - BRASÍLIA | 16 de junho de 2026
Novos trechos de depoimentos colhidos pela Polícia Civil estão trazendo à tona informações que podem ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump realizada na Ponte do Esqueleto, entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.
As declarações passaram a circular nas redes sociais e reacenderam o debate sobre possíveis falhas nos procedimentos de segurança adotados antes do salto que terminou em tragédia.
Um dos pontos que mais chamou a atenção durante os depoimentos foi o desaparecimento de uma câmera que, segundo relatos, estaria em posse da jovem no momento da atividade.
Em um dos trechos divulgados, uma delegada responsável pela investigação questiona o paradeiro do equipamento, que não teria sido localizado após o acidente. A possibilidade de que a câmera pudesse conter imagens dos instantes que antecederam o salto passou a ser considerada relevante para o esclarecimento dos fatos.
Outro depoimento que ganhou repercussão envolve um dos participantes da operação do salto. Segundo o relato, ele afirmou não se recordar de ter realizado a conferência final da corda utilizada por Maria Eduarda antes da atividade.
A informação passou a integrar a linha de investigação das autoridades, que buscam reconstruir toda a sequência de procedimentos adotados pela equipe responsável pelo evento.
As investigações também revelaram que uma segunda jovem estava programada para realizar o salto antes de Maria Eduarda. De acordo com os depoimentos, ela teria desistido da atividade poucos instantes antes por receio e insegurança.
A desistência acabou alterando a ordem prevista para os participantes, circunstância que também está sendo analisada pelos investigadores.
Uma profissional de enfermagem que participou dos primeiros atendimentos prestados à vítima declarou que a câmera mencionada durante os depoimentos não estava junto ao corpo de Maria Eduarda quando ela recebeu socorro.
O relato reforçou as dúvidas sobre o paradeiro do equipamento e aumentou o interesse dos investigadores em localizar o objeto ou identificar seu destino após o acidente.
A morte de Maria Eduarda provocou forte comoção e repercussão nacional. Desde o acidente, a Polícia Civil vem ouvindo testemunhas, analisando documentos e coletando informações para determinar se houve negligência, imprudência ou falhas operacionais durante a realização da atividade.
Até o momento, as autoridades não divulgaram conclusões definitivas sobre as responsabilidades pelo caso. As investigações continuam em andamento e novos depoimentos poderão ser incorporados ao inquérito nos próximos dias.
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