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Policial penal presa com drogas e celulares em penitenciária volta a ser alvo de investigação em Mato Grosso

Servidora já havia sido detida em 2019 por suspeita de facilitar a entrada de celulares em unidade prisional e agora é acusada de tentar ingressar com mais de três quilos de maconha e aparelhos eletrônicos.

Foto: PCMT

Por Celso Alonso | 02/06/2026

Uma policial penal foi presa em flagrante na manhã da segunda-feira (22/05) após ser surpreendida com drogas e celulares ao tentar entrar na Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. O caso reacende preocupações sobre a atuação de servidores envolvidos em esquemas de introdução de materiais ilícitos no sistema penitenciário de Mato Grosso.

Identificada como Juliane July, a servidora foi conduzida à Central de Flagrantes de Várzea Grande após a apreensão do material. Segundo relatos, ao chegar à unidade policial ela demonstrou tranquilidade e negou qualquer irregularidade, afirmando que a situação teria sido resultado de um mal-entendido.

Veja: 


De acordo com informações preliminares, a suspeita surgiu durante os procedimentos de segurança realizados na entrada da penitenciária. A mochila da policial passou pelo equipamento de raio-X, que apontou a presença de objetos suspeitos. Durante a inspeção detalhada, os agentes localizaram mais de três quilos de maconha, sete aparelhos celulares e dois carregadores.

A apreensão chamou a atenção pelo volume do material encontrado, especialmente dos equipamentos eletrônicos, considerados itens de alto valor para organizações criminosas que atuam dentro das unidades prisionais. A entrada de celulares em presídios é frequentemente associada à manutenção de atividades criminosas e à comunicação entre detentos e integrantes de facções fora dos muros das penitenciárias.

Outro fator que agrava a situação é o histórico da servidora. Juliane July já havia sido presa em julho de 2019 sob acusação de facilitar a entrada de celulares na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. O novo episódio levanta questionamentos sobre os mecanismos de controle e fiscalização adotados para prevenir a reincidência de condutas ilícitas dentro do sistema prisional.

A ocorrência foi registrada e o material apreendido encaminhado para perícia. A investigação está sob responsabilidade da Polícia Civil de Mato Grosso, que deverá apurar a origem dos entorpecentes e dos aparelhos celulares, além de verificar se há participação de outras pessoas no suposto esquema.

As autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre possíveis medidas administrativas que poderão ser adotadas contra a servidora enquanto as investigações seguem em andamento. O caso permanece sob apuração.

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