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Rope jump: polícia prende mais 3 suspeitos de envolvimento em morte

Com novas prisões, sobe para 6 o número de pessoas detidas desde que as investigações sobre o caso tiveram início, na semana passada


Reprodução/Redes sociais

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na manhã deste sábado (20/6), mais três pessoas suspeitas de envolvimento na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, que foi lançada sem corda em um salto de rope jump em Limeira, no interior paulista, no último dia 13/6.

Os mandatos de prisão temporária foram cumpridos contra um homem de 25 e outro de 27 anos, nas cidades de Limeira e Indaiatuba, no interior de São Paulo; e contra uma mulher de 29 anos, detida no Rio de Janeiro. As identidades dos suspeitos não foram reveladas. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) divulgou, no entanto, que o trio fazia parte da equipe responsável pela organização e execução da atividade de rope jump.

“Além das prisões temporárias, a Justiça também autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão nos endereços dos investigados, com a apreensão de aparelhos celulares, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos”, diz, ainda, a nota da pasta sobre a ação deste sábado.

Além do crime de homicídio com dolo eventual, uma possível fraude processual dos envolvidos também é apurada. A investigação afirma que foram identificados indícios de que conteúdos digitais “potencialmente relevantes à elucidação do caso” foram excluídos pelos suspeitos, o que motivou os pedidos de prisão e busca e apreensão.

Com o cumprimento dos mandados de hoje, sobe para seis o número de pessoas presas desde que a morte aconteceu, há exatamente uma semana.

Relembre o caso

No dia 13 de junho, Maria Eduarda, de 21 anos, foi até a Ponte do Esqueleto, em Limeira, para praticar o esporte radical conhecido como rope jump. A atividade consiste em um salto de um local elevado com o praticante preso por uma corda, que fica conectada a uma âncora.

Naquele dia, no entanto, os instrutores não prenderam Maria Eduarda à corda. Ela foi lançada de uma altura de 30 metros em queda livre. A jovem morreu logo depois.

Já estavam presos pela morte da jovem os instrutores Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos; Luís Felipe Feliciano Egoroff, de 32; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27. Os três foram filmados levantando a jovem e jogando ela do alto da ponte.

Eles respondem por homicídio com dolo eventual, quando há risco de morrer, mesmo que sem intenção de matar.


Prefeitura proíbe acesso de ponteDois dias após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, autoridades passaram a discutir medidas para impedir novos acessos à Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, local onde ocorreu o salto de rope jump que terminou em tragédia.

Em reunião realizada entre representantes da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), da Advocacia-Geral da União (AGU) e das prefeituras dos dois municípios, também foi debatida a possibilidade de demolição da estrutura.

Segundo a SPU, os prefeitos de Limeira e Cordeirópolis manifestaram apoio à retirada da ponte e se comprometeram a reforçar os bloqueios já existentes para evitar a entrada de pessoas na área.

Em Limeira, a prefeitura informou que retomou as ações para fechar acessos irregulares ao local e reabrirá uma vala que havia sido criada para impedir a passagem, mas que acabou sendo aterrada sem autorização do município.

De acordo com a administração municipal, as medidas atendem a um pedido do governo federal para ampliar a segurança da área enquanto soluções definitivas são avaliadas.

Quem era a vítima

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas tinha 21 anos e morava em Jandira, na Região Metropolitana de São Paulo. Em seu perfil do Instagram, dizia possuir formação em Educação Física e gestão esportiva. Na plataforma, a jovem costumava compartilhar a rotina de treinos.

Ela trabalhava em uma academia de musculação no município. A empresa publicou uma mensagem de luto, lamentando a perda da colaboradora.

A jovem compartilhou fotos e vídeos pouco antes do salto de rope jump. Em uma das publicações, feita por volta das 7h30, Maria Eduarda mostrou uma foto da Ponte do Esqueleto e escreveu: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”.

De acordo com o boletim de ocorrência, no momento do salto, Maria Eduarda portava uma câmera GoPro, usada para captar imagens em movimento. O equipamento não foi localizado após a queda.

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