Quando a irresponsabilidade vira tragédia. Testemunhas relataram à Polícia Militar que a vítima foi lançada da plataforma sem estar presa à corda de proteção; o caso é investigado
Por Celso Alonso - BRASÍLIA | 13 de junho de 2026
Uma jovem de 21 anos morreu na manhã deste sábado (13) após cair de aproximadamente 40 metros de altura durante a prática de rope jump na chamada Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo. Segundo informações da Polícia Militar, testemunhas relataram que a vítima teria sido lançada para o salto sem estar conectada ao equipamento de segurança.
A jovem confiou nos responsáveis. Confiou que os procedimentos tinham sido realizados. Confiou que alguém havia feito a checagem básica. Confiou que sua vida estava em mãos competentes. Essa confiança deveria ter sido suficiente. Mas não foi.
De acordo com a ocorrência, uma pessoa que presenciou o acidente informou aos policiais que os responsáveis pela atividade teriam se esquecido de prender a corda de proteção antes do salto. A jovem caiu diretamente ao solo e sofreu ferimentos incompatíveis com a vida.
Veja:
O Corpo de Bombeiros e equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados, mas a morte foi constatada ainda no local.
Segundo a Polícia Militar, dois suspeitos deixaram a área logo após o acidente e foram localizados posteriormente com apoio do helicóptero Águia, que realizou buscas em uma região de mata próxima ao local. Ao todo, cinco funcionários ligados à operação do salto passaram a integrar a investigação.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento do acidente e provocaram forte repercussão entre internautas. O caso levantou questionamentos sobre os protocolos de segurança adotados pela empresa responsável e sobre a fiscalização das atividades radicais realizadas na região.
O noivo da vítima também esteve no local e precisou de atendimento médico após passar mal ao presenciar a tragédia. Ele foi encaminhado a uma unidade de saúde para receber cuidados médicos.
Vítima tinha 21 anos e era professora de educação física
Identificada como Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, a jovem que morreu durante a prática de rope jump na manhã deste sábado (13), na conhecida Ponte do Esqueleto, localizada entre os municípios de Cordeirópolis e Limeira, no interior de São Paulo, era professora de educação física e morava em Jandira (SP). De acordo com informações preliminares da Polícia Militar, ela teria saltado de uma altura aproximada de 40 metros.
Segundo relato de uma testemunha, a polícia informou que o equipamento de segurança que deveria protegê-la durante a atividade não teria sido instalado antes do salto. A informação faz parte da investigação e ainda será apurada pela Polícia Civil por meio de perícias e depoimentos.
Equipes do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o helicóptero Águia da Polícia Militar foram mobilizados para atender à ocorrência, mas, apesar dos esforços das equipes de resgate, a morte da jovem foi constatada ainda no local.
Durante o atendimento da ocorrência, seis pessoas foram presas e encaminhadas para prestar esclarecimentos. As circunstâncias das detenções e as eventuais responsabilidades criminais ainda estão sendo investigadas pelas autoridades competentes.
A área foi isolada para o trabalho da perícia técnica, que deverá apontar se houve falha humana, negligência ou descumprimento de protocolos de segurança durante a realização da atividade.
Investigação busca esclarecer responsabilidades
O caso gerou grande comoção nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a segurança em atividades de aventura e esportes radicais. Especialistas destacam que a conferência rigorosa dos equipamentos, dos sistemas de ancoragem e dos procedimentos operacionais é fundamental para evitar acidentes.
A Polícia Civil segue investigando o caso e aguarda os laudos periciais para determinar as causas da tragédia e eventual responsabilização dos envolvidos.
A Ponte do Esqueleto é conhecida por receber praticantes de esportes de aventura e atividades radicais, atraindo visitantes de diversas cidades do estado. As circunstâncias do acidente serão apuradas pela Polícia Civil, que investigará possíveis responsabilidades criminais e eventuais falhas nos procedimentos de segurança adotados durante a atividade.
Em um vídeo gravado no momento do salto é possível ver o momento em funcionários carregam a vítima até a plataforma. Eles a jogam e, instantes depois, é possível ouvir vozes exclamando: “a corda”, “gente, a corda”. Assista – as imagens são fortes.
Os homens das imagens aparecem usando camisetas das empresas Entre Cordas e Ih Voei. Até a última atualização desta reportagem, o g1 não havia conseguido contato com representantes de nenhuma das duas.
‘Gente, a corda’: vídeo registra reação após jovem ser lançada sem equipamento em rope jump
Assista:
Empresa cobrava R$ 180 por salto e tinha outras 5 datas agendadas.
A ocorrência foi na trilha da Ponte do Esqueleto. Ainda segundo a PM, dois homens fugiram do local e só foram localizados com a ajuda do helicóptero Águia, que precisou realizar buscas na mata.
Tragédias como essa servem de alerta para todos nós. Segurança não é detalhe. Não é burocracia. Não é perda de tempo. Segurança é a diferença entre voltar para casa ou não.
Que os responsáveis sejam identificados, que as investigações apontem exatamente o que ocorreu e que essa morte não seja apenas mais um número em uma estatística de negligência.
O caso foi encaminhado ao 3º Distrito Policial de Limeira e segue sob investigação.
