Scanner corporal identificou 95 gramas de “ice” escondidas nas partes íntimas da visitante; mulher afirmou que levaria a substância para um detento diferente do companheiro que pretendia visitar
BRASÍLIA, 19/10/2026
Por Celso Alonso | BRASÍLIA 19/10/2026
Uma diarista de 38 anos foi presa em flagrante na manhã desta segunda-feira (19) ao tentar entrar na Penitenciária II do Distrito Federal (PDF II), no Complexo Penitenciário da Papuda, transportando 95 gramas de “ice”, uma forma concentrada de cannabis, escondidas na vagina. Segundo a Polícia Penal do Distrito Federal (PPDF), a droga apreendida foi avaliada em aproximadamente R$ 55 mil.
A tentativa de entrada com a substância foi identificada durante os procedimentos de segurança da unidade prisional. O scanner corporal utilizado na fiscalização apontou um volume suspeito na região íntima da visitante, o que levou os policiais penais a questioná-la.
Diante da abordagem, a mulher admitiu que transportava um pacote introduzido nas partes íntimas e retirou o invólucro espontaneamente.
Segundo as informações divulgadas pela Polícia Penal, a mulher informou que havia comparecido à unidade para visitar o companheiro, que está preso no local. Entretanto, declarou que a substância não seria destinada a ele, mas a outro interno da penitenciária.
A diarista relatou ainda que uma segunda mulher teria preparado o invólucro com a droga e feito a entrega diretamente em sua residência.
A apreensão ocorreu por volta das 10h, durante a fiscalização de visitantes na PDF II. A identificação pelo equipamento de inspeção corporal impediu que a substância fosse introduzida na unidade prisional.
Mulher foi encaminhada à delegacia
Após o flagrante, a visitante foi conduzida à 30ª Delegacia de Polícia, em São Sebastião, onde foi autuada por tráfico de drogas.
Ela permaneceu à disposição da Justiça para as providências legais cabíveis.
O caso reforça a importância dos procedimentos de fiscalização adotados nas unidades prisionais do Distrito Federal para impedir a entrada de entorpecentes e outros materiais proibidos. A investigação deverá apurar também a origem da substância e a possível participação de outras pessoas na tentativa de introdução da droga no presídio.

