Rejeição ao governo Dilma divide opiniões entre parlamentares

Pesquisa do instituto Exata OP, publicada pelo JBr., revelou que de cada 10 cidadãos do DF, sete são a favor de se abrir processo de impeachment por conta do escândalo apurado na operação Lava Jato

Francisco Dutra
Especial para o Jornal de Brasília


A constatação de que a maioria dos brasilienses é favorável à abertura de processo de cassação da presidente Dilma Rousseff dividiu as opiniões da bancada do Distrito Federal no Congresso. Deputados de oposição compartilharam a posição popular, enquanto políticos governistas saíram em defesa de Dilma.

Pesquisa do instituto Exata OP, publicada pelo Jornal de Brasília, revelou que de cada 10 cidadãos do DF, sete são a favor de se abrir processo de impeachment por conta do escândalo apurado na operação Lava Jato.

Opinião pública

“A opinião popular, praticamente, obriga a cassação da presidente”, atacou o deputado Alberto Fraga (DEM). Na análise de Izalci Lucas (PSDB), a postura popular mostra que a presidente não tem mais credibilidade para governar. 

“Brasília é um espelho do Brasil com muito mais agudez”, resumiu o deputado Augusto Carvalho (SD). Ronaldo Fonseca (Pros) lembrou que Dilma conta com uma base “cosmética” no Congresso, que não viabiliza o seu governo. “O povo não está se sentido mais representado”, completou Laerte Bessa (PR). 

Segundo Érika Kokay (PT), não existem argumentos concretos que justifiquem o afastamento de Dilma. “É uma distorção dos fatos difundida pela lógica golpista da oposição”, sentenciou. Para Érika, a rejeição da presidente também não é argumento para cassação. 

“Cabe ao PT mostrar que a crise conjuntural que o Brasil passa em nada se compara com a profunda crise que vivemos durante os 8 anos de governo FHC. Com Dilma e Lula, melhoramos todos os indicadores do país”, argumentou. 

Confiante na inocência de Dilma, Rogério Rosso (PSD) afirmou que presidente está tomando as medidas para tirar o país da crise. Para ele, a política precisa de “bombeiros” e não de “incendiários”. 


Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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