TJDF condena Joaquim Roriz e filhas por improbidade administrativa

Eles são acusados de facilitar empréstimos do BRB em troca de imóveis. Advogado do ex-governador informou que família vai recorrer da decisão.

Joaquim Roriz em campanha da mulher Weslian
ao lado da filha Jaqueline Roriz e do amigo Jofran
Frejat (Foto: Divulgação / Assessoria)

O Tribunal de Justiça condenou o ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz, as filhas Jaqueline Roriz, Liliane Roriz e Weslliane Roriz, além do neto Rodrigo Roriz, por improbidade administrativa nesta quarta-feira (1º). Eles são acusados de facilitar dois empréstimos do Banco de Brasília (BRB), no valor total de R$ 6.742.438,84, para empresários da construção civil em troca de 12 apartamentos em Águas Claras. Cabe recurso.

A ação foi movida pelo Ministério Público. Também são réus o ex-presidente do BRB Tarcísio de Moura; o ex-diretor do BRB Geraldo Pereira; o ex-gerente de crédito do BRB Antônio de Oliveira; os sócios Roberto Cortopassi Júnior e Renato Salles Cortopassi; além das empresas WRJ Engenharia, JJL Administração e Participação e Coss Construção.

O advogado de Joaquim e Liliane Roriz afirmou que ambos vão recorrer da decisão. O advogado da WRJ Engenharia e da família Cortopassi disse que só vai comentar o caso quando houver a publicação da sentença. O G1 não conseguiu contato com os advogados dos outros réus até a útlima atualização desta reportagem.

O dinheiro serviu para a WRJ construir o edifício Monet, em Águas Claras, com 96 apartamentos. Em 2006, a construtora ainda conseguiu prorrogar o pagamento da dívida em três meses.

Segundo o processo, os sócios da WRJ, Roberto e Renato Cortopassi, procuraram Joaquim Roriz em 2004, então governador, para que ele mandasse o BRB viabilizar dois empréstimos.

Pelo favor, Roriz teria recebido 12 apartamentos por meio das três filhas, do neto e da empresa JJL, representada por Weslliane. Uma compra fictícia, de acordo com o processo, seria feita pela JJL, mas, com receio de serem pegos, os envolvidos a fizeram por meio da Coss Construção, que pertencia a Roberto Cortopassi até 2009.

Tanto Jaqueline quanto Liliane Roriz possuem quotas na JJL. De acordo com a ação, um dos apartamentos foi emprestado por Roriz para um especialista em fecundação in vitro que trabalhava nas fazendas do ex-governador.

Se condenados em todas as instâncias, os membros da família Roriz poderão ter os direitos políticos cassados por dez anos. Os réus também devem ressarcir os danos financeiros causados pelas ilegalidades.

Investigação
A investigação do caso começou em 2007 com a Operação Aquarela, que apurou fraudes e lavagem de dinheiro envolvendo o BRB. Na época, Tarcísio de Moura foi flagrado pela Polícia Civil negociando por telefone com Joaquim Roriz a partilha de R$ 2,2 milhões que teriam sido sacados de uma agência do banco. O episódio culminou com a renúncia de Roriz ao mandato de senador e a prisão de Moura.



Fonte - G1/DF

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