Governo do RJ abre sindicância para apurar vídeo feito por presos em Bangu

Caso sejam identificados, presos serão transferidos de unidade. Internos reclamaram de condições precárias e falta de abastecimento de água em presídios, como antecipou o G1.

Por G1 Rio

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Presos reclamam de condições insalubres e falta d'água em Bangu, Rio

A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) do Rio de Janeiro informou, na manhã desta segunda-feira (9), que abriu uma sindicância para apurar imagens que teriam sido gravadas por presos no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Nas imagens, publicadas pelo G1 no domingo (8), homens usando máscaras feitas com camisas mostram condições precárias na prisão e reclamam de falta d'água (veja no vídeo acima).

O problema de abastecimento está contribuindo para aumentar a tensão entre os criminosos. A Seap confirmou que pediu carros-pipa devido ao problema de falta d'água, que começou em 27 de dezembro passado.

De acordo com a Seap, o vídeo está sendo analisado para atestar a veracidade e, caso sejam identificados, os internos serão transferidos para a Penitenciária Laercio da Costa Pelegrino, Bangu I. O complexo penitenciário abriga quase 50 mil detentos em 21 unidades prisionais.

Na manhã desta segunda, durante coletiva para detalhar plano para combater o tráfico de armas, o secretário de Secretário de Segurança Pública, Roberto Sá, ressaltou a preocupação com o sistema carcerário do RJ.

"A preocupação é permanente e o sistema penitenciário brasileiro é preocupante desde sempre. A nossa preocupação aumenta quando acontece algo como ocorreu no Amazonas e em Roraima", afirmou Sá, destacando ainda que a possibilidade de rebelião nas unidades prisionais do estado é constante. "A possibilidade de rebelião e de movimentação nos presídios e uma preocupação constante. Mas estamos vigilantes e também o secretário de Administração Penitenciária estamos fazendo o possível para que não ocorra", ressaltou o secretário.

Transferência de milicianos ou traficantes
O clima no presídio ficou ainda mais pesado com o pedido de advogados de uma facção criminosa para que os milicianos e policiais que dividem a Penitenciária Lemos de Brito (Bangu 6) com os traficantes sejam transferidos para outra prisão, deixando a cadeia apenas para os integrantes do tráfico.

O governo ainda não definiu que grupo será transferido. Os advogados usam como argumento o massacre no Complexo Penitenciária Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, onde 56 presos foram mortos. A unidade do Amazonas era dividida por duas facções criminosas.

O Grupo de Intervenção Tática (GIT) da Seap foi colocado no interior da unidade entre as galerias e na ala externa, numa tentativa de evitar possíveis invasões ou fugas de integrantes de algum dos dois grupos. Os traficantes que cumprem pena na unidade querem que o Lemos de Brito fique apenas com eles.


Fonte - G1/Rio de Janeiro

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