Administração ouvirá a comunidade antes de publicar a portaria sobre horários de bares e distribuidoras de Santa Maria


Diante do problema da falta de segurança na em Santa Maria e a decisão para a redução do horário de funcionamento de bares e lanchonetes, visando a diminuição dos casos de violência, por entender que a falta de limitação no horário de funcionamento agrava o problema, o administrador de Santa Maria, Miro Gomes, após reclamação de comerciantes, principalmente donos de lanchonetes, pizzarias e restaurantes, decidiu primeiro ouvir as partes antes de publicar a portaria. 

A sugestão para a alteração no horário de funcionamento foi um encaminhamento da reunião realizada com os órgãos de segurança do Distrito Federal (PM-DF, a Polícia Civil, o CBM-DF, o DETRAN-DF, a AGEFIS, o DER, a Secretaria de Segurança). 

O administrador disse ter entendido a necessidade de realizar uma ação emergencial, mas que antes precisa conversar com a comunidade e com os comerciantes para que ninguém saia prejudicado. “Primeiro vou fazer reuniões com a comunidade e com os comerciantes, depois disso terei elementos suficientes para publicar uma portaria que resguarde a comunidade, mas também, que não atrapalhe o funcionamento do comércio”, disse. 

O problema da falta de segurança em Santa Maria se estende há décadas e pouco foi feito para a diminuição das estatísticas, diga-se de passagem, as estatísticas mostradas pelos órgãos de segurança não condizem com a realidade. “A maioria dos roubos, furtos e assaltos na cidade acontecem em plena luz do dia e na sua maioria, cometidos por menores de idade. Outro ponto, é o fato de que muitas das vítimas, coagidas pela falta de punição, evitam registrar ocorrências, pois temem por suas vidas”, disse um comerciante. 

“O fato de reduzir o horário de funcionamento do comércio não irá resolver o problema, o que tem que haver é efetivação de ações das forças policiais, com estruturação, sejam elas de pessoal e instrumental para que assim, a ação seja satisfatória. Não adianta ficar enxugando gelo e prejudicando o comércio que já está caótico financeiramente, encurtando o horário de funcionamento, bem como, tirar o pouco de diversão que a comunidade tem. Com isso, a população começará a procurar outras opções fora da cidade e aí sim, será decretada falência do comercio, devido a esse toque de recolher que o governo quer implantar. Nós precisamos é de segurança não de clausura”, falou outro empresário do ramo gastronômico. 

As datas das reuniões ainda não foram marcadas, mas devem ser definidas nos próximos dias.


Redação: Fabricio SantaOnLine com adaptações

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