Processo de cassação de Pábio Mossoró anda e MP começa a ouvir servidores

Do Jornal Opção

Foto: Divulgação

O processo de cassação do novo mandato do prefeito Pábio Mossoró (MDB), no âmbito da denúncia que ficou conhecido como "caso das máscaras", andou e o Ministério Público começa a ouvir servidores públicos envolvidos.

A investigação trata do suposto desvio de recursos públicos para a campanha de reeleição de Mossoró, iniciada a partir de um conjunto de evidências reveladas em reportagens do Jornal Opção do Entorno, onde foram exibidas fotos, vídeo e áudios que mostram servidores do Núcleo de Cursos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social produzindo máscaras de proteção facial com recursos, mão de obra e espaço da prefeitura para serem usadas em ato eleitoral do prefeito.

O processo 0601085-14.2020.6.09.0033 é só um dos quatro mais adiantados, que podem anular a reeleição de Pábio Mossoró em Valparaíso, pois o possível caso da contratação, via caixa 2, de pesquisa forjada pelo Instituto IPOP, do financiamento, também via caixa 2, de jornal apócrifo, de abuso do poder com coação de funcionários públicos e outro de uso de recursos públicos em sua campanha também seguem sendo apurados pelo MP e pela Polícia Federal.

Relembre o "caso das máscaras:

Em 26 de outubro o Jornal publicou matéria em que mostrou fotos e um vídeo da produção de máscaras de proteção facial na cor rosa, confeccionadas no Núcleo de Cursos e Capacitação da prefeitura e a posterior utilização desses "brindes" em uma carreata promovida pela campanha de Pábio Mossoró (MDB).

No dia seguinte, o Jornal Opção do Entorno teve acesso e divulgou áudios vazados, onde servidores da prefeitura debatem o caso, indicando que, de fato, a produção foi feita com recursos públicos e destinada para a campanha de Pábio Mossoró, havendo até uma confusão sobre o comando hierárquico do órgão entre a secretária titular da pasta ou o "pessoal da campanha".

Veja as fotos e ouça os áudios que motivaram e embasam as investigações:

(Clique nas imagens para ampliá-las)


Áudio 1) Servidor Diógenes sugere à diretora do Núcleo de Cursos, Lúcia Parreira, que a produção das máscaras seja suspensa, pois a ação havia sido denunciada e ressalta que não pode continuar produzindo para a campanha eleitoral de Pábio Mossoró dentro do órgão público:



Áudio 2) Aparentemente preocupado, Diógenes retorna e pede para que a Sra. Lúcia converse com a Barbara, Secretária Municipal de Desenvolvimento Social, e com o "pessoal da campanha", pois a produção já havia sido denunciado:


Áudio 3) Diógenes pergunta se a diretora viu a denuncia, relata que foram tiradas fotos dentro do órgão público, mostrando a produção das máscaras e depois ele comenta das fotos publicadas em redes sociais com apoiadores do prefeito Pábio Mossoró usando-as em ato de campanha eleitoral. O servidor completa que isso vai dar problema devido o uso de espaço, mão de obra e material público para a produção dos itens. Ele insiste que a secretária seja consultada:


Áudio 4) A diretora do Núcleo de Cursos, Sra. Lúcia Parreira parece tentar criar um álibi e pede para que os servidores voltem à produção e pede mais 800 máscaras, citanto após um hiato de aparente desconforto, que as mesmas serão para as campanha do Outubro Rosa:

Áudio 5) O servidor Diógenes responde a diretora, diz acha que para o Outubro Rosa acredita não haver problemas para voltar a confeccionar as máscaras, mas que para a campanha, segundo ele "não dá mais":


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