Casal é preso suspeito de manter idosos presos em celas e amarrados dentro de abrigo clandestino em Goiânia

Polícia informou que local abrigava pelo menos quatro idosos, com idades entre 62 e 102 anos. Investigação apurou que familiares dos idosos pagavam até R$ 2 mil para que eles fossem atendidos pelo 'abrigo'.

Duas pessoas são presas suspeitas de torturar idosos em um abrigo clandestino em Goiânia

Um casal foi preso suspeito de manter idosos presos em celas e até amarrados, dentro de um abrigo clandestino em Goiânia. De acordo com a Polícia Civil, o local abrigava pelo menos quatro idosos, com idades entre 62 e 102 anos. A investigação apurou que os familiares dos idosos pagavam até R$ 2 mil para que eles fossem atendidos pelo "abrigo".

Como o nome dos presos não foi divulgado pela corporação, o G1 não conseguiu contato com a defesa deles.

A polícia conseguiu prender em flagrante o casal de 57 e 67 anos na tarde de terça-feira (5), na casa que funciona o abrigo no setor Recanto das Garças. De acordo com delegado, o local foi descoberto após uma interna conseguir fugir e fazer uma denúncia.

Ao chegar no local, a corporação confirmou que uma das idosas estava amarrada em uma cadeira e outra estava mantida em uma cela com fezes espalhadas pelo chão.

Idosos eram mantidos presos em celas dentro de abrigo clandestino em Goiânia —
 Foto: Polícia Civil/Divulgação

Segundo os policiais, os familiares dos idosos pagavam valores entre R$ 1,2 e R$ 2 mil para que os idosos fossem "atendidos" no local. O delegado informou ainda que os familiares dos idosos também podem ser punidos.
“A gente precisa apurar para ver se os familiares tinham ciência das reais condições que os idosos eram mantidos no local. Caso seja comprovado, eles podem responder por abandono”, disse o delegado.
Conforme a Polícia Civil, após a prisão do casal, os idosos foram encaminhadas para atendimento em abrigos licenciados. Os suspeitos devem responder pelos crimes de tortura de maus-tratos.

Idosa era mantida amarrada em cadeira dentro de abrigo calandestino, em Goiânia — 
Foto: Polícia Civil/Divulgação

Fonte - TV Anhanguera

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