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Justiça de Roraima manda prender ex-senador Telmário Mota no processo de estupro contra a filha

Telmário Mota já está preso por suspeita de ser o mandante de mandar matar Antônia Araújo de Sousa, de 52 anos, a mãe da filha que o acusou de estupro.

Por g1 RR — Boa Vista

Ex-senador Telmário Mota já está preso em Goiás — Foto: Gabriela Macêdo/g1/Arquivo

A Justiça de Roraima decretou mais uma prisão para o ex-senador Telmário Mota. Desta vez, o mandado é referente ao processo em que ele é suspeito de estuprar a própria filha. Apontado como mandante do assassinato da mãe dessa filha que o acusa de estupro, Telmário já está preso em Goiás e aguarda transferência para Boa Vista.

Procurada, a defesa dele ainda não enviou resposta sobre o novo mandado de prisão.

O ex-senador foi preso em Goiás no dia 30 de outubro, após ser considerado foragido. Esta primeira prisão dele foi decretada no âmbito da operação Caçada Real, deflagrada para aprofundar investigações sobre a morte de Antônia Araújo de Sousa, de 52 anos, com quem Telmário teve uma filha.

Para o delegado que investiga o crime, João Evangelista, o depoimento que Antônia daria à Justiça sobre o estupro da filha seria crucial no processo, e isso pode ter motivado o crime. Ela foi assassinada com um tiro na cabeça três dias antes da audiência em que iria depor.

Após ser preso em Goiás, ele disse ser inocente. A defesa dele classificou a prisão como "desproporcional". O ex-senador também nega ter estuprado a filha.

Acusação de estupro

Adolescente de 17 anos, filha de Telmário Mota, denuncia o senador por tentativa de estupro — 
Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR

Em agosto de 2022, a filha de Telmário e Antônia Araújo — assassinada com um tiro na cabeça no dia 29 de setembro — o acusou de estupro. Ela afirmou que ele tocou em suas partes íntimas e tentou arrancar a sua roupa no Dia dos Pais. Na época, ela tinha 17 anos.

Segundo a filha, ela fez contato com o senador para os dois passarem o Dia dos pais juntos. Ela disse que o pai ligou por volta das 19h dizendo que iria levá-la para um lago, para comemorarem a data.

A filha, em entrevista exclusiva ao g1, contou que o pai a forçou entrar em seu carro e a tomar bebidas alcoólicas. Também disse que o senador tomou seu celular durante os assédios para que ela não pedisse ajuda para ninguém.

"Por ele ser meu pai, por eu ter saído várias vezes com ele eu nunca imaginei [que isso aconteceria]. Desde pequena a gente mantinha contato, ele era distante, mas eu era a filha mais próxima dele. Ele nunca tinha dado sinal de um comportamento assim comigo, nunca. Nem para mim, nem para as outras filhas dele. Abalou todo o meu mundo", disse.

Telmário negou as acusações e afirmou se tratar de perseguição política. A acusação foi cerca de dois meses antes da eleição de 2022, quando o ex-senador não foi reeleito.

O caso foi registrado na Polícia Civil como estupro de vulnerável. A juíza Graciete Sotto Mayor Ribeiro, da Vara de Crimes Contra Vulneráveis, chegou a conceder uma medida protetiva em favor da filha.

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