Por Malu Gaspar
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2024/z/g/ikqLfqTYmqf121HoBYhA/71526689-data-05-09-2017editoria-financasreporter-vinicius-pinheirolocal-banco-maxima-sao-paulo.jpg)
O CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, em foto de 2017 — Foto: Ana Paula Paiva/Valor
A segunda recusa da Polícia Federal à proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro inaugurou (mais um) impasse na investigação do caso do Banco Master. Junto com a rejeição da proposta, encaminhada por e-mail aos advogados na quinta-feira (11), os delegados da Polícia Federal (PF) pediram ao ministro André Mendonça, responsável pela investigação no Supremo Tribunal Federal (STF), que ordene a transferência do ex-banqueiro da Superintendência da PF no Distrito Federal para o Complexo Penitenciário da Papuda, onde ele estava até março, quando começou a negociação para uma colaboração.
Em tese, a volta de Vorcaro para a Penitenciária Federal do DF é uma consequência natural do fracasso das negociações, uma vez que a decisão de Mendonça de permitir que ele fosse para a Superintendência se justificava pela necessidade de ele se reunir com os advogados para preparar a delação.
Desde então já foram duas tentativas, com as duas propostas rejeitadas pela Polícia Federal. Mas ainda falta uma coisa para que se defina se Vorcaro vai mesmo para a Papuda: a rejeição formal da Procuradoria-Geral da República (PGR), com quem a defesa do ex-banqueiro também negociou.
Enquanto a PGR não der sua opinião formal, não há como dar as negociações por encerradas. É uma etapa formal do processo, mas precisa ocorrer.
Até porque na primeira rodada de conversa, quando a PF recusou a proposta de Vorcaro, a PGR teve postura diferente. Os procuradores deixaram aberta a possibilidade de uma nova tentativa e a PF voltou à mesa de negociação. Por isso, enquanto a PGR não se manifestar formalmente, Vorcaro vai ficando na Superintendência da Polícia Federal.
