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Igreja em que santa ficou intacta após incêndio é reinaugurada

Em 1929, a igreja de Santo Antônio foi atingida por incêndio em que apenas imagem de Nossa Senhora Aparecida ficou intacta


Prefeitura de Tambaú/Divulgação.

A igreja de Santo Antônio, em Tambaú, interior de São Paulo, foi reinaugurada nessa sexta-feira (12/6), em comemoração ao centésimo ano da chegada do padre Donizette de Lima Tavares ao município. Em 2019, o religioso foi declarado beato pelo Papa Francisco, após lhe ser atribuído reconhecimento no “milagre do menino Bruno” — episódio em que um bebê com pé torto congênito bilateral foi curado.

Com missa especial celebrada por Dom Eugênio Barbosa Martins, atual bispo da Diocese de São João da Boa Vista, a reinauguração em alusão aos 100 anos da chegada do Beato Padre Donizette deu início a uma programação especial que vai até 21 de junho, com outras missas e homenagens. As datas e horários estão disponíveis nas redes sociais da Prefeitura da cidade.

Devoção e fé

A história da icônica igreja matriz de Tambaú traz episódios de fé e devoção, que perduram há um século. Entre elas, o incêndio que destruiu a igreja em 1929, data em que o beato Padre Donizette assumiu como pároco do santuário.

Segundo o prefeito Leonardo Spiga Real (Republicanos), a única imagem incorrupta pelas chamas foi a de Nossa Senhora Aparecida. À época do incêndio, o padre Donizette a preservou e, atualmente, a mesma encontra-se no Santuário Nossa Senhora Aparecida, como símbolo permanente de esperança, proteção e fé.

“Durante as grandes romarias que marcaram a história da cidade, os inúmeros milagres e graças alcançadas em Tambaú eram atribuídos à intercessão de Nossa Senhora Aparecida. Com humildade e profunda devoção, Padre Donizetti sempre afirmava: ‘Eu não faço milagres. Eu somente peço à Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo e ela me atende!'”, publicou o prefeito nas redes sociais.

Quem é padre Donizette

Nascido em 3 de janeiro de 1882, no município de Cássia, no sudoeste de Minas Gerais, Donizette Tavares de Lima foi nomeado, em 1908, como vigário da Paróquia de Santa Maria, em Jaguariúna, interior de São Paulo. Duas décadas depois, contudo, o sacerdote foi transferido à paróquia de Santo Antônio, em Tambaú, em 12 de junho de 1929, após perseguições políticas e sociais.

A partir daí, começou na cidade uma trajetória marcada por relatos de curas e milagres. Segundo a Prefeitura da cidade, entre os anos de 1954 e 1955, as benfeitorias atribuídas ao padre Donizette atraíram 200 mil fiéis em um único dia. Em seis meses, a somatória foi de 3 milhões de devotos.

“Foi um dos maiores fenômenos religiosos e sociais em torno da figura mística do padre Donizetti. Eu costumo dizer que ele é o santo de casa que faz milagres”, afirmou o prefeito Leonardo Spiga Real em publicação nas redes sociais.

O religioso morreu em 1961, aos 79 anos, por insuficiência cardíaca, na Casa Paroquial de Tambaú. Com o histórico de milagres e curas, o processo de beatificação e canonização do religioso foi iniciado em 1992.

Em 2019, o Papa Francisco reconheceu o “milagre do menino Bruno”. No entanto, conforme regras da igreja católica, é necessário mais um milagre devidamente reconhecido para que o beato seja nome Santo.

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