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ELEIÇÕES DF 2026 - PMDF testa drones para flagrar crimes eleitorais no segundo turno

Quinze equipamentos serão distribuídos em pontos estratégicos do Distrito Federal para monitorar locais de votação, identificar possíveis infrações e orientar equipes policiais em tempo real

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Por Celso Alonso | BRASÍLIA 21/10/2026

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) está reforçando a estratégia de segurança para o segundo turno das eleições, marcado para domingo (25), com o uso de drones equipados com câmeras de alta definição e tecnologia de monitoramento térmico. Ao todo, 15 aeronaves não tripuladas deverão atuar em locais estratégicos do DF para auxiliar na identificação de possíveis crimes eleitorais.

Os equipamentos foram apresentados e testados nesta quarta-feira (21), durante uma demonstração realizada pelo Batalhão de Aviação Operacional (Bavop), na área especial 10 da unidade. A tecnologia será empregada para apoiar o policiamento ostensivo e identificar situações suspeitas, como distribuição irregular de material de campanha, conhecida como derrame de santinhos, prática de boca de urna e outras possíveis infrações à legislação eleitoral.



Entre os modelos considerados para a operação estão o Mavic 3T, de pequeno porte, o Matrice 30T, de porte intermediário, e o Matrice 400 RTK, de grande porte.

Segundo informações apresentadas pela corporação, o modelo de maior porte pode operar a distâncias de até 10 quilômetros, conforme as condições de utilização. O equipamento possui recursos que permitem captar imagens detalhadas mesmo quando o alvo está distante da equipe responsável pelo monitoramento.

O tenente Gutemberg, da PMDF, destacou o alcance dos dispositivos e explicou que um dos modelos custa aproximadamente R$ 250 mil.

A capacidade de observação aérea deverá permitir que os policiais acompanhem movimentações suspeitas sem depender exclusivamente do deslocamento de viaturas para verificar cada denúncia recebida.

A escolha dos pontos que receberão os drones levou em consideração informações sobre ocorrências registradas durante o primeiro turno, além de dados levantados em conjunto com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

De acordo com a major Talita, o planejamento considera tanto a concentração de ocorrências criminais quanto o número de eleitores que circulam por determinadas escolas e locais de votação.

A estratégia busca concentrar os recursos tecnológicos nas áreas consideradas mais sensíveis, ampliando a capacidade de resposta das equipes policiais durante o período eleitoral.

Uma das principais vantagens do monitoramento aéreo é a possibilidade de verificar denúncias antes de mobilizar equipes terrestres. Com imagens transmitidas em tempo real, os operadores podem avaliar a situação e repassar informações mais precisas às viaturas responsáveis pelo atendimento.

Segundo a major Talita, a tecnologia contribui para melhorar a distribuição do efetivo e reduzir o tempo necessário para verificar ocorrências.

No primeiro turno, a equipe recebeu pelo menos 60 denúncias, mas somente sete foram confirmadas como ocorrências efetivas após a verificação, conforme os dados apresentados pela corporação.

O recurso também permite acompanhar movimentações em áreas de difícil visualização e fornecer informações atualizadas aos policiais que atuam nas proximidades dos locais de votação.

Os drones utilizados pela PMDF contam com câmeras infravermelhas, capazes de detectar fontes de calor. Esse recurso pode auxiliar na localização de pessoas em determinadas situações, inclusive durante buscas por suspeitos que tentem fugir.

Os equipamentos também dispõem de sistemas de medição e indicação de alvos por laser, conforme explicou o tenente Gutemberg. As informações de localização podem ser transmitidas às equipes em solo, facilitando a identificação do ponto exato em que uma possível infração esteja ocorrendo.

O emprego desses recursos permite integrar o monitoramento aéreo ao trabalho convencional de policiamento, oferecendo suporte às equipes que precisam agir com rapidez.

Apesar do reforço tecnológico, a PMDF esclarece que os drones não substituirão o policiamento presencial. Os agentes continuarão atuando nos locais de votação e realizando as atividades de segurança previstas para o segundo turno.

A proposta é utilizar as aeronaves como ferramentas complementares para ampliar a vigilância, melhorar a avaliação das denúncias e direcionar o efetivo com maior eficiência.

Com a operação prevista para domingo (25), a corporação pretende reforçar a fiscalização e contribuir para que o processo eleitoral transcorra com segurança, coibindo práticas ilegais e permitindo uma resposta mais rápida diante de possíveis ocorrências.

Fonte: Informações divulgadas pelo Metrópoles, com base em demonstração e declarações de integrantes da Polícia Militar do Distrito Federal.

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