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"Orkuti" lançado por brasileiro já tem mais de 160 mil usuários

Em entrevista feita no bate-papo da própria rede social, o programador Alex Becher conta que, no primeiro dia, o servidor contratado não suportou o número de acessos

Estela Monteiro
estela.monteiro@jornaldebrasilia.com.br


Inconformado com o fim de uma rede social, o capixaba Alex Becher, 36 anos, resolveu recriar o Orkut do zero. O programador acrescentou um 'i' ao nome e, no mesmo dia em que o Google desativou a rede social, Becher lançou o Orkuti. “Levei três meses para fazer tudo sozinho, até o lançamento. Não é idêntico, mas tentei manter as funcionalidades”, explica. 
Com novo domínio – orkuti.net – mas com a mesma identidade visual, o Orkuti já conta com 168 mil usuários. No DF, são quase 2 mil usuários. A rede mantém funcionalidades como mandar depoimentos privados, mural de scraps e as famosas comunidades - que já somam 11 mil. A maior delas, conta com mais de 3.700 participantes.
Em entrevista feita no bate-papo da própria rede social, Becher conta que, no primeiro dia, o servidor contratado na época não suportou o número de acessos que a rede recebeu. Ele teve que contratar mais três servidores nos Estados Unidos com capacidade para um milhão de usuários. Com potencial de crescimento, programador já conseguiu três investidores para o negócio.
Saudoso
Participante de comunidades como “Cansei do Facebook” e “Orkut, isso sim foi rede social”, Becher acredita que o Orkuti tenha um maior potencial de promover interação entre os usuários. “O Facebook hoje serve somente para fazer propagandas. Minha ideia é criar um espaço para as pessoas se falarem. Aqui um amigo posta um scrap e ali mesmo vira um bate-papo”, detalha ele. 
Revoltado com o rumo que as redes sociais tomaram, Becher critica o excesso de anúncios e a tendência ostensiva dos usuários. “As redes sociais hoje servem para divulgar status e coisas”, diz. Ele também se posiciona contra a falta de interesse dos brasileiros em novas tecnologias. “Nós temos capacidades de criar coisas boas aqui no Brasil, mas ficamos a mercê de tecnologias estrangeiras”. Becher, no entanto, não se interessou em criar algo diferente. “Sempre tem lançamento de redes sociais no Brasil, rede para tudo que é coisa. Eu não queria ser mais um e pensei: por que não continuar uma história?”, conta.
Página personalizada
O fundador também fala sobre uma liberdade maior para que o usuário possa modificar e personalizar sua página. “Orkut era uma rede social que as pessoas acima de 35 anos usavam muito. Eles faziam cards com html para enfeitar suas comunidades”, explica. No novo Orkuti, é possível usar gifs animados e personalizar seu perfil com temas diferentes.
Além disso, também estão previstos um widget com playslits do usuário no YouTube e os prêmios em selos, adquiridos a medida em que os usuários cumprem metas na rede. Um deles, patrocinado pelo Google, premia o participante que entra na rede social utilizando o navegador Google Chrome.
Becher espera que a rede chegue a um milhão de usuários até dezembro. Até o meio do ano, o programador quer lançar aplicativos para os sistemas Andriod, iOS e Windows Phone, além de uma atualização que corrigirá erros que estão sendo reportados na comunidade oficial da rede.
“Modinha”
O estudante Matheus Andrade, 17 anos, começou a usar a rede a pouco tempo, mas já se sente “em casa”. Ele era usuário do antigo Orkut e hoje participa de redes como Facebook e Instagram.  “Ele é bem simples de mexer. Vou até indicar para os meus amigos, mas eu acho que vai ser tipo uma modinha. Estamos cheios de rede sociais, a disputa é grande e muitas pessoas preferem o Facebook”, explica.
Sobre a nova “modinha”, Matheus ainda comenta, também pelo bate-papo da rede: “na minha opinião, quando eu for falar que fiz esse Orkuti, meus amigos vão rir de mim. Vão pensar que é coisa antiga e que não dá mais certo”, conta o garoto.
Saiba mais
Entre as inovações do Orkuti, está o painel de notificações, semelhante ao do Facebook, que avisa quando um usuário te adiciona como amigo ou quando te deixa um scrap.
Outra novidade é a possibilidade de criar eventos.
Ainda é possível jogar jogos como a Fazendinha Feliz e Counter Strike. 
A rede social não permite a publicações de palavrões, substituindo os caracteres por asteriscos. Palavras que formam algum palavrão entre as sílabas, também têm letras substituídas. É o caso de palavras como computador e disputa.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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